Quem quer se comunicar na Língua Brasileira de Sinais (Libras) tem mais um aliado: o aplicativo ProDeaf. Desenvolvido por uma startup pernambucana que leva o nome do projeto, por enquanto ele está disponível para celulares e tablets que possuem o sistema Android. Para baixar, vá até a Google Play ou ao site prodeaf.net/download.
O aplicativo tem um dicionário e, ao escolher uma palavra, um
simpático avatar interpreta as informações em libras. É possível digitar
ou falar usando o sistema de reconhecimento de voz para indicar o que
quer traduzir. Já há quase 4 mil sinais no banco de dados e a ferramenta
é uma ótima parceira para facilitar a comunicação com as pessoas
surdas.
Também em Pernambuco, está sendo criado um jogo para contribuir com a popularização desta língua. O Luz, Câmera, Libras já
recebeu vários prêmios em eventos de tecnologia e está em fase final de
testes. Se quiser conhecê-lo desde já ou contribuir com sugestões de
melhoria, pode baixar na AppStore.
A brincadeira funciona como os viciantes Song Pop e Draw Something. Para
aprender, você vê um vídeo do sinal e o repete para seu opositor no
jogo, que precisa adivinhar qual a palavra. Quem acerta ganha ponto.
Vamos treinar?
Esta semana, a consultoria IDC divulgou uma pesquisa com dados
animadores sobre o consumo de tablets no Brasil. Em 2012, foram vendidos
3,2 milhões de tablets – praticamente o triplo do que foi vendido em
2011. Do total, mais de 80% são para uso doméstico e 77% usam o sistema
Android. Um dos fatores que impulsionou as compras, segundo a
consultoria, foi o preço: uma boa gama de tablets com preço médio de
R$500 surgiu no mercado brasileiro. E a expectativa para 2013 é de que
sejam vendidos quase 6 milhões de aparelhos.
Mas, afinal, para que serve um tablet? Quais as vantagens de se ter
um aparelho como esse? Aí vai a nossa lista de pontos importantes para
você avaliar o investimento:
Mobilidade: um tablet é menor e mais leve que um
computador. Você pode levá-lo a qualquer lugar em uma mochila pequena,
ou até mesmo na bolsa.
Conectividade: com um pacote 3G ou uma rede wi-fi é simples permanecer conectado a todo momento.
Armazenamento de informações: para você, professor,
que estuda muito, nada melhor do que guardar muitas informações
(livros, textos, materiais de planejamento etc.) em pouco espaço.
Economiza papel e ainda tem tudo à mão.
Uma lista infindável de aplicativos para todos os
gostos e funções (que ajudam nos momentos de estudo, que servem para
organizar as finanças, para ler, escrever, desenhar, divertir-se,
comprar etc.)
Nova forma de ler: a experiência de leitura em um
tablet é completamente diferente da leitura de um impresso ou da leitura
no computador. Além de ter acesso a links (como no hipertexto, típico
da internet), você pode assistir a vídeos, visualizar outros tipos de
conteúdos multimídia – como jogos, galerias de fotos ou testes –, e
interferir no texto (salvando uma página, fotografando, sublinhando
conteúdos importantes etc.).
Lazer, claro! Há games e mais games irresistíveis para o tablet.
Crédito: Imagem do site do Instituto de Psiquiatria
Você adia tarefas para ficar um pouco mais na internet? Se pega
pensando que a vida sem internet seria chata? Dorme tarde demais porque
quer ficar conectado? Se sente deprimido quando está off-line? Cuidado,
esses podem ser sintomas de que você está viciado no mundo virtual.
O Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso, do Instituto de
Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), tem uma área
especializada na dependência da internet. No site dependenciadeinternet.com.br,
você pode entender mais sobre o problema e acessar artigos que explicam
este transtorno. Vale, também, fazer o teste “Você é um dependente de
internet?” para detectar se você é viciado ou não.
A internet é uma ferramenta importante para estudar, trabalhar e
conviver, mas o uso exagerado de e-mails, salas de bate-papo, jogos,
compras e até de sites com conteúdos específicos pode ser problemático.
Se você tem alunos adolescentes, é importante fazer esta reflexão com
eles também. E, claro, se alguém perceber que tem problemas deve
procurar ajuda. O ambulatório da USP tem grupos de apoio para jovens e
para pais que lidam com este problema em casa. Fique de olho!
Aloizio Mercadante afirmou em fórum que MEC vai
lançar programa para dar "tratamento diferenciado" ao estudante que
seguir magistério. Valor da bolsa poderá ser de R$ 400.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, adiantou na noite desta
terça-feira (14) mais detalhes de um programa que o governo federal deve
lançar nas próximas semanas para ajudar estudantes que quiserem seguir
carreira de professor ou serem cientistas no Brasil. Em discurso na
abertura do 14º Fórum dos Dirigentes Municipais de Educação, que
acontece entre os dias 14 e 17 de abril, em Mata de São João, na Bahia,
Mercadante afirmou que estudantes que mostrarem interesse em fazer o
magistério nas áreas de matemática, química, física e biologia vão
receber “uma bolsa” já no início do ensino médio.
O ministro durante discurso no 14º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação
“Agora um dos programas que vamos lançar: Quero Ser
Cientista, Quero Ser Professor. Se ele (estudante) quiser ser professor
ou se ele quiser fazer ciência nas áreas de matemática, química, física e
biologia, nós vamos começar a dar bolsa de estudo desde o primeiro ano
do ensino médio. Quer ser professor? Vai ter tratamento diferenciado.
Quer ser cientista? Vai ter tratamento diferenciado”, disse.
O ministro não especificou qual será o valor da bolsa nem
quais serão os critérios de seleção, mas disse que o recurso virá do
Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PiBid), que dá
R$ 400 para estudantes de licenciatura. A assessoria de imprensa do MEC
não confirmou, no entanto, se o valor será o mesmo.
“Nós vamos pegar a bolsa do PiBid. Tínhamos 45 mil e
estamos indo para 75 mil. Vamos pegar uma parte dessas bolasas nessas
áreas porque as matrículas não estão aumentando. Engenharia passou
direito, mas matemática, química, física e biologia continuam abaixo.
Vamos pegar o jovem no primeiro ano. Por exemplo, aluno da olimpíada da
matemática. Eles só recebem bolsa quando entram na universidade. O que
nós vamos fazer com ele? Mais matemática. Vamos dar uma bolsa para ele
começar a estudar mais matemática e ciências, levando ele para
laboratórios, ver cientista dar palestra e motivando para ir para essas
área de ciências exatas. Começar a formar esse jovem. Quero Ser
Professor, Quero Ser Cientista”, repetiu o que deve ser o nome do
programa.
PIB X royalties
Mercadante falou novamente sobre o investimento de 10% do Produto
Interno Bruto (PIB) em educação. Isso porque ele manifestou apoio ao
parecer apresentado pelo senador José Pimentel (PT-CE) sobre o Plano
Nacional de Educação (PNE), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do
Senado. Pimentel altera a redação aprovada na Câmara dos Deputados e
registra “investimento público em educação”, não especificando assim que
o investimento ocorra apenas na educação pública.
14º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação
É que governo federal trava batalha contra a
inclusão da meta no PNE. A gestão petista aceita disponibilizar até 8%
dos recursos do PIB para a área, mas diz que não há verba para aumentar o
repasse para 10%. O plano estabelece 10 diretrizes e 20 metas a serem
cumpridas pelo Poder Público em dez anos. O ministro procurou relacionar
a questão à aprovação da uma nova proposta do governo determinando que
todos os royalties do petróleo e recursos do pré-sal sejam aplicados
exclusivamente na educação.
Para ele, a proposta é “mais importante” porque a fonte
de receita é “real” enquanto que o uso de 10% do PIB depende do
orçamento da União. “Mais importante do que simplesmente colocar uma
meta do PIB, é vincular os royalties do petróleo que é fonte real de
receita. Por isso que é muito mais difícil aprovar. Os parlamentares que
colocaram o dedinho para aprovar os 10% do PIB para educação têm que
concordar com este repasse. Estamoos vencendo esse debate”, disse.
Questionado se o repasse de verbas dos royalties não
resultaria em um montante menor que o repasse de 10% do PIB, o ministro
respondeu que os recursos do petróleo vão ajudar a cumprir metas do PNE.
“O projeto é 100% dos royalties e concessão para financiar o PNE até
que suas metas sejam alcanças. Por isso, a questão dos royalties é uma
questão duríssima. É isso que vai assegurar recurso para educação. É
mais estratégico e do que vincular o PIB”, justificou.
Fonte: Ig.com.br
Essa deve ser brincadeira, em vez de aumento os futuros professores terão bolsa-auxílio, com certeza
agora teremos filas nos cursos de graduação e um aumento considerável na busca para se tornarem professores, pois agora é uma profissão rentável...
Acesso não é mais o principal desafio, mas sofisticar o uso pedagógico das tecnologias
Apesar de ainda haver alguma resistência aqui ou ali, os governos de
todo o mundo estão cada vez mais atentos sobre a necessidade de se
colocar as tecnologias móveis, como celulares e tablets, a serviço da
educação. Mas como só vontade não garante bons resultados, a Unesco
publicou um guia (disponível no link http://unesdoc.unesco.org/images/0021/002196/219641E.pdf)
com 10 recomendações políticas em que tenta ajudar governos a
implantarem esses recursos nas salas de aula. E aos que ainda não estão
100% convencidos dos benefícios do uso integrado da tecnologia com os
objetivos pedagógicos, o guia, apresentado em Paris na semana passada
durante a Mobile Learning Week, traz ainda 13 bons motivos para ter esse
aliado na educação.
“Cada país está em um nível diferente no uso das tecnologias móveis
em sala de aula. Por isso, é importante que cada um use o guia adaptado
às suas necessidades locais”, diz Steve Vosloo, coordenador do projeto. O
especialista conta que a ideia de lançar essas recomendações surgiu a
partir da constatação de que, mesmo considerando o uso das tecnologias
em sala de aula algo pedagogicamente importante, muitos governos não
sabiam por onde começar. A questão do acesso já havia sido mais ou menos
resolvida; o problema agora era dar significado a esse uso.
Especialistas da Unesco espalhados pelo mundo começaram a elaborar um
guia com orientações que servissem a qualquer governo, independentemente
do grau de maturidade que o país estivesse nesse debate.
Até por isso, o documento começa com uma orientação que parece
simples: ter políticas que incentivem o uso das tecnologias móveis em
sala de aula. Isso pode querer dizer tanto criar políticas da estaca
zero ou ainda atualizar políticas que foram criadas no momento em que as
tecnologias móveis ainda não eram tão acessíveis. “As diretrizes
políticas relacionadas ao aprendizado móvel que forem criadas devem
estar em harmonia com as que já existirem no campo das TIC”, afirma a
Unesco no documento.
Na sequência, o guia traz à luz a necessidade de se treinar
professores e de fazer isso com o uso de tecnologias móveis, para que
eles também se apropriem dessas ferramenta na vida deles. “No Brasil, os
professores têm certa resistência em incorporar novas tecnologias. A
sala de aula ainda é o lugar de desligar o celular”, afirma Rebeca
Otero, coordenadora de Educação da Unesco no Brasil, que avalia que
parte disso se deve ao fato de o professor ainda não estar completamente
familiarizado com essas ferramentas. “Isso faz com que muitas
oportunidades educacionais se percam, especialmente no ensino médio,
época em que o aluno já está ligado e nas redes”, completa ela.
Outras recomendações presentes no documento dizem respeito à criação
de conteúdo adequado e à promoção do uso seguro e saudável das
tecnologias. Com essas orientações, acredita a Unesco, os governos
estarão mais próximos de usufruir dos benefícios do aprendizado móvel,
entre eles ampliar o alcance e a equidade da educação e facilitar o
aprendizado personalizado.
Confira, a seguir, um infográfico com as 10 recomendações e os 13 bons motivos para se usar tecnologias móveis em sala de aula:
Conheça a melhor forma de se relacionar com a turma nas redes
sociais e saiba como o Facebook, o Orkut ou o Twitter podem ser aliados
do processo de aprendizagem
Você sabe quantos de seus alunos possuem perfis no Orkut, no Facebook ou no Google +? Já experimentou fazer uso dessas redes sociais para disponibilizar materiais de apoio ou promover discussões online?
Cada
vez mais cedo, as redes sociais passam a fazer parte do cotidiano dos
alunos e essa é uma realidade imutável. Mais do que entreter, as redes
podem se tornar ferramentas de interação valiosas para auxiliar no seu
trabalho em sala de aula, desde que bem utilizadas. "O contato com os
estudantes na internet ajuda o professor a conhecê-los melhor", afirma
Betina von Staa, pesquisadora da divisão de Tecnologia Educacional da
Positivo Informática. "Quando o professor sabe quais são os interesses
dos jovens para os quais dá aulas, ele prepara aulas mais focadas e
interessantes, que facilitam a aprendizagem", diz. Se você optou
por se relacionar com os alunos nas redes, já deve ter esbarrado em uma
questão delicada: qual o limite da interação? O professor deve ou não
criar um perfil profissional para se comunicar com os alunos? "Essa
separação não existe no mundo real, o professor não deixa de ser
professor fora de sala, por isso, não faz sentido ele ter dois perfis
(um profissional e outro pessoal)", afirma Betina. "Os alunos querem ver
os professores como eles são nas redes sociais".
Mas, é evidente que em uma rede social o professor não pode agir como
se estivesse em um grupo de amigos íntimos. "O que não se pode perder
de vista é o fato de que, nas redes sociais, o professor está se expondo
para o mundo", afirma Maiko Spiess, sociólogo e pesquisador do Grupo de
Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia, da Universidade Estadual de
Campinas (Unicamp). "Ele tem que se dar conta de que está em um espaço
público frequentado por seus alunos". Por isso, no mundo virtual, os
professores precisam continuar dando bons exemplos e devem se policiar
para não comprometerem suas imagens perante os alunos. Os cuidados são
de naturezas diversas, desde não cometer erros de ortografia até não
colocar fotos comprometedoras nos álbuns. "O mais importante é fazer com
que os professores se lembrem de que não existe tecnologia impermeável,
mas comportamentos adequados nas redes", destaca Betina von Staa. A seguir, listamos cinco formas de usar as redes sociais como aliada da aprendizagem e alguns cuidados a serem tomados:
1. Faça a mediação de grupos de estudo Convidar
os alunos de séries diferentes para participarem de grupos de estudo
nas redes - separados por turma ou por escolas em que você dá aulas -,
pode ajudá-lo a diagnosticar as dúvidas e os assuntos de interesse dos
estudantes que podem ser trabalhados em sala de aula, de acordo com os
conteúdos curriculares já planejados para cada série.
Os grupos no
Facebook ou as comunidades do Orkut podem ser concebidos como espaços
de troca de informações entre professor e estudantes, mas lembre-se:
você é o mediador das discussões propostas e tem o papel de orientar os
alunos.
Todos os participantes do grupo podem fazer uso do espaço
para indicar links interessantes ou páginas de instituições que podem
ajudar em seus estudos. "A colaboração entre os alunos proporciona o
aprendizado fora de sala de aula e contribui para a construção conjunta
do conhecimento" explica Spiess.
2. Disponibilize conteúdos extras para os alunos As
redes sociais são bons espaços para compartilhar com os alunos
materiais multimídia, notícias de jornais e revistas, vídeos, músicas,
trechos de filmes ou de peças de teatro que envolvam assuntos
trabalhados em sala, de maneira complementar. "Os alunos passam muitas
horas nas redes sociais, por isso, é mais fácil eles pararem para ver
conteúdos compartilhados pelo professor no ambiente virtual", diz
Spiess.
Esses recursos de apoio podem ser disponibilizados para os
alunos nos grupos ou nos perfis sociais, mas não devem estar
disponíveis apenas no Facebook ou no Orkut, porque alguns estudantes
podem não fazer parte de nenhuma dessas redes. Para compartilhar
materiais de apoio e exercícios sobre os conteúdos trabalhados em sala, é
melhor utilizar espaços virtuais mais adequados, como a intranet da
escola, o blog da turma ou do próprio professor.
3. Promova discussões e compartilhe bons exemplos Aproveitar
o tempo que os alunos passam na internet para promover debates
interessantes sobre temas do cotidiano ajuda os alunos a desenvolverem o
senso crítico e incentiva os mais tímidos a manifestarem suas opiniões.
Instigue os estudantes a se manifestarem, propondo perguntas com base
em notícias vistas nas redes, por exemplo. Essa pode ser uma boa forma
de mantê-los em dia com as atualidades, sempre cobradas nos
vestibulares.
4. Elabore um calendário de eventos No
Facebook, por meio de ferramentas como "Meu Calendário" e "Eventos",
você pode recomendar à sua turma uma visita a uma exposição, a ida a uma
peça de teatro ou ao cinema. Esses calendários das redes sociais também
são utilizados para lembrar os alunos sobre as entregas de trabalhos e
datas de avalições. Porém, vale lembrar: eles não podem ser a única
fonte de informação sobre os eventos que acontecem na escola, em dias
letivos.
5. Organize um chat para tirar dúvidas Com
alguns dias de antecedência, combine um horário com os alunos para
tirar dúvidas sobre os conteúdos ministrados em sala de aula. Você pode
usar os chats do Facebook, do Google Talk, do MSN ou até mesmo organizar uma Twitcam para conversar com a turma - mas essa não pode ser a única forma de auxiliá-los nas questões que ainda não compreenderam.
A
grande vantagem de fazer um chat para tirar dúvidas online é a
facilidade de reunir os alunos em um mesmo lugar sem que haja a
necessidade do deslocamento físico. "Assim que o tira dúvidas acaba, os
alunos já podem voltar a estudar o conteúdo que estava sendo
trabalhado", explica Spiess.
Cuidados a serem tomados nas redes - Estabeleça previamente as regras do jogo Nos
grupos abertos na internet, não se costuma publicar um documento
oficial com regras a serem seguidas pelos participantes. Este "código de
conduta" geralmente é colocado na descrição dos próprios grupos.
"Conforme as interações forem acontecendo, as regras podem ser
alteradas", diz Spiess. "Além disso, começam a surgir lideranças dentro
dos próprios grupos, que colaboram com os professores na gestão das
comunidades". Com o tempo, os próprios usuários vão condenar os
comportamentos que considerarem inadequados, como alunos que fazem
comentários que não são relativos ao que está sendo discutidos ou spams.
- Não exclua os alunos que estão fora das redes sociais Os
conteúdos obrigatórios - como os exercícios que serão trabalhados em
sala e alguns textos da bibliografia da disciplina - não podem estar
apenas nas redes sociais (até mesmo porque legalmente, apenas pessoas
com mais de 18 anos podem ter perfis na maioria das redes). "Os alunos
que passam muito tempo conectados podem se utilizar desse álibi para
convencer seus pais de que estão nas redes sociais porque seu professor
pediu", alerta Betina.
A mesma regra vale para as aulas de
reforço. A melhor solução para esses casos é o professor fazer um blog e
disponibilizar os materiais didáticos nele ou ainda publicá-los na
intranet da escola para os alunos conseguirem acessar o conteúdo
recomendado por meio de uma fonte oficial.
Com relação aos pais,
vale comunicá-los sobre a ação nas redes sociais durante as reuniões e
apresentar o tipo de interação proposta com a turma.
Diretora de rede nos EUA participa de encontro
sobre boas experiências no ensino público em São Paulo e diz: a
tecnologia livra os professores de tarefas para dar atenção ao aluno
Uma escola com salas sem paredes como as de empresas de tecnologia e em
que os professores não dão aulas consegue preparar todos os seus alunos
para entrar e ficar quatro anos na faculdade. Ou melhor, um grupo de
quatro escolas chamadas de Summit, na California, Estados Unidos, que
cumpre a sua missão a risca: desde 2003, quando a primeira unidade foi
criada, 96% de todos os seus estudantes foram selecionados para cursar
pelo menos uma graduação.
A diretora executiva da rede de instituições e cofundadodora da
primeira Summit, em Redwood, está em São Paulo para participar nesta
quinta-feira do Transformar 2013
, um encontro sobre experiências concretas de transformação e sucesso em
escolas públicas pelo mundo. Ontem, Tavenner conversou com o
iG
no hotel Maksud Plaza, onde o evento será realizado das 8h30 às 18h30, e
explicou como consegue atingir esse objetivo. Entre as receitas, está o
desenvolvimento de um plano de aprendizado personalizado para cada
estudante, que é acompanhado diariamente por um tutor em todo o período
do ensino médio, e um currículo totalmente conectado com a realidade.
Divulgação
Dianne Tavenner, diretora executiva e cofundadodora das escolas Summit, nos EUA
A melhor notícia é que o modelo é mais fácil de replicar
em grande escala do que o tradicional, segundo a educadora. Com a ajuda
da tecnologia, os professores são liberados de várias tarefas e podem se
dedicar mais aos alunos. Na Califórnia, ela já está fazendo isso na
rede de escolas charter (que funcionam com verba do governo e de
doações) Summit. Este ano, duas novas unidades serão abertas, e o plano é
fazer o mesmo nos próximos 10 anos, até que todos os alunos do Vale do
Silício recebam educação de alto nível. Atualmente, 47% terminam o
ensino médio sem a base necessária para o ensino superior.
Leia abaixo a entrevista de Diane Tavenner:
O que faz uma escola Summit ser especial?
Dianne Tavenner: O mais importante é que nós preparamos todos os nossos
alunos para a faculdade e carreira. Isso não é algo que todas as escolas
fazem nos Estados Unidos e, possivelmente, aqui também não. Nós
acreditamos nisso e levamos a sério esse objetivo. Para isso acontecer,
desenvolvemos uma série de ações, mas essa é a nossa missão. E nós já
provamos que é é possível educar todas as crianças de escola pública em
alto nível. Isso é importante, porque muitas pessoas antes pensavam que
fosse impossível. E nós, junto com outros educadores nos Estados Unidos,
provamos o contrário.
E como vocês fazem isso?
Tavenner: Nós começamos criando um plano de estudo personalizado para
cada estudante, de modo que ele define logo que chega à escola um
objetivo para sua carreira, que universidade quer fazer, que vida quer
ter. A partir disso, nós desenvolvemos um plano personalizado para que
ele alcance o objetivo. Depois trabalhamos para que a escola forneça
todo o suporte necessário para manter o estudante nesse caminho. Esse é o
ponto de partida. O segundo ponto é que todos os estudantes têm um
mentor, que permanece o mesmo durante todo o período escolar. Esse
mentor ajuda a pensar nos objetivos e reavaliá-los quando for preciso,
observa todos os dias se o plano está sendo cumprido e de que forma,
conversa com a família, discute dúvidas e ajuda em crises. Em terceiro,
vem o jeito que ensinamos, o nosso currículo é muito autêntico e
realista. Nós trazemos tecnologia para a escola, as crianças trabalham
colaborativamente em projetos nos quais têm que resolver problemas
reais, não é nada chato. Dessa forma, as crianças ficam motivadas porque
se dão conta de que estão aprendendo coisas que vão ser úteis para ela.
Por último, durante dois meses do ano letivo, em janeiro e junho, os
estudantes ficam fora da escola e trabalham na comunidade, fazem
estágios, têm experiências relacionadas a seus interesses ou paixões,
que podem ser fotografia ou jornalismo, por exemplo. Como avaliação
desse período, eles têm que desenvolver algo que possam compartilhar ou
apresentar. Então, se é algo relacionado à fotografia, fazem uma
exposição. Se é teatro, apresentam uma peça. Se fazem um estágio, devem
fazer uma apresentação sobre o trabalho realizado. Tudo sempre conectado
com a realidade.
Que práticas inovadoras são aplicadas nas escolas Summit?
Tavenner: Nós usamos muita tecnologia. Por exemplo, a tecnologia serve
para saber exatamente o que cada aluno sabe e não sabe em todos os
momentos. Cada estudante tem o seu mapa pessoal de conhecimento e
objetivos. Em vez de promover aulas em que não importa quem sabe, mas
que todos ouvem a mesma coisa e tem que participar das mesmas
atividades, cada aluno vai aprender o que precisa aprender. Fazemos isso
com uma ferramenta que chamamos de playlist – como a dos tocadores de
música digital. Nessa lista está tudo o que o aluno precisa aprender e
ele vai escolhendo como gostaria de fazer. Quando ele sente que já está
pronto para seguir em frente, faz uma avaliação. Se ele realmente já
aprendeu, ótimo, vai adiante.
“
É um erro fazer com que os estudantes deixem a tecnologia do lado de fora da escola. Isso não vai prepará-lo para o mundo.
Eles podem escolher o jeito, mas não o que precisam aprender, certo?
Tavenner: Eles podem realizar algumas escolhas quando desenvolvem o
plano de aprendizado inicial, mas tem coisas que todos precisam saber
para chegar a uma universidade. Para chegar a esses conhecimentos, eles
escolhem como querem aprender e não precisam passar pelo que já sabem.
A senhora acredita que tecnologia é essencial nas escolas?
Tavenner: A tecnologia proporciona que se desenvolva uma educação
melhor, se for usada do jeito certo. Mas mais importante que isso é que
faz parte do mundo e da vida. É um erro fazer com que os estudantes
deixem a tecnologia do lado de fora da escola. Isso não vai prepará-lo
para o mundo.
Esse modelo de escola pode ser replicado para grandes redes de ensino, como a do ensino médio brasileiro?
Tavenner: Esse modelo é mais fácil de replicar em grande escala que o
tradicional. Tenho convicção sobre isso. No modelo antigo, cada
professor tem que fazer o seu próprio planejamento anual, preparar cada
aula, corrigir todas as provas. Nesse modelo, construímos uma plataforma
que tem tudo isso pronto, que é acessada pelos estudantes diretamente.
Agora, os professores apenas ajudam e dão suporte aos alunos. Eles não
precisam ter todo o trabalho de preparação, ficam mais focados no que
fazem de fato.
Ainda existem aulas, como as que eu tive na escola?
Tavenner: Quase nunca. As aulas são em espaços grandes e abertos, em que
os alunos se dividem em grupos para desenvolver projetos. Mas não tem
mais uma grade de horário que começa com matemática, passa para ciência e
depois história. Não é mais assim.
E como eles aprendem matemática, por exemplo?
Tavenner: De duas maneiras. Uma é online. Eles aprendem muito online,
com suporte de um tutor. A outra forma é fazendo projetos, nos quais
aplicam a matemática que estão aprendendo naquele momento. Por exemplo,
um projeto poderia ser descobrir como se projeta um prédio em um espaço
determinado, usando os conhecimentos de matemática. Claro que o
professor participa desse processo, mas ele não vai ficar na frente de
uma turma falando e explicando, enquanto os alunos tomam notas.
São necessários mais professores para esse modelo funcionar do que em escolas tradicionais?
Tavenner: Provavelmente o mesmo número.
Como são escolhidos e treinados os professores?
Tavenner: Nós selecionamos professores que são
apaixonados pelo que fazemos e que acreditam na nossa missão. Mas também
investimos muito para desenvolvê-los depois. Eles recebem 40 dias de
formação todos os anos. Quando os estudantes estão fora da escola, nos
projetos na comunidade, os professores ficam aprendendo e crescendo. É
bom para todos.
Vocês têm dificuldades para encontrar bons professores, preparados para aplicar um modelo inovador de educação?
Tavenner: Temos vários candidatos sempre. Eu não acredito em escassez de
bons professores. Algumas pessoas nos EUA acreditam nisso, mas eu não
concordo. Todo o professor que eu conheço quer fazer o bem para seus
alunos. Mas quando o professor entra em uma escola ou sistema de ensino
que não funciona e que faz com não seja bem sucedido, mesmo trabalhando
muito, começa a ficar desmotivado. Se ele tiver a oportunidade de
trabalhar em uma escola que o valorize como profissional e na qual
consiga fazer um bom trabalho, sempre gosta.
“
A maioria dos que defendem que curso superior não é necessário são pessoas que foram para a universidade e tiveram sucesso.
Os salários das escolas Summit são mais altos que a média?
Tavenner: São salários competitivos.
E que equipamentos os alunos têm disponíveis?
Tavenner: Nós damos um laptop para cada estudante e conexão de internet.
Naturalmente, todos eles levam seus celulares para a escola. E os
professores também têm laptop.
E as salas de aula, como são?
Tavenner: Grandes, com poucas paredes, têm apenas algumas divisórias. Se
parecem com as salas de trabalho de empresas de tecnologia.
O custo de uma escola Summit é superior ao de uma escola pública tradicional americana?
Tavenner: É o mesmo. Às vezes é um pouco menos. As escolas charter
(geridas pelo setor público e privado, como as Summit ) recebem um pouco
menos de dinheiro do governo que as regulares. Ou seja, a manutenção
não é mais cara que a das tradicionais. Usamos o dinheiro de forma
diferente, mas não é mais.
Por que as doações são necessárias?
Tavenner: Nós precisamos das doações para começar. Não temos dinheiro
para construir o prédio, instalar a tecnologia. Não temos nada. As
escolas charter só começam a receber dinheiro do governo quando os
alunos começam a aprender. Precisamos do capital inicial.
A missão das escolas Summit é preparar os alunos para a universidade. Existem movimentos nos EUA que defendem que fazer um curso superior não é o único jeito de obter sucesso
. O que você pensa sobre esse posicionamento?
Tavenner: Existe, mesmo, um pequeno debate sobre essa questão. Mas a
maioria das pessoas que defendem isso são pessoas que foram para a
universidade e tiveram sucesso. Você não ouve pessoas pobres dizendo
isso, você não ouve mães de jovens que querem ir para a universidade
dizendo isso. Então eu não acho que essa seja uma boa discussão. De
qualquer forma, nenhum estudante vai ser prejudicado por ser preparado
para a universidade. Se depois ele escolher não ir, já terá aprendido
muitos valores e conhecimentos que o preparam para uma carreira. Eu acho
que o nosso trabalho no sistema público de ensino deve ser o de
preparar o aluno para a universidade para que ele tenha condição de
escolher. Se ele preferir não ir para a faculdade, tudo bem.