sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Ministério levará tecnologia a escolas rurais e quilombolas

O Ministério da Educação ampliará o atendimento do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo) a 35.440 escolas do campo, localizadas em 4.112 municípios. A iniciativa faz parte das metas do Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo), lançado deste ano.

Entre as medidas previstas, 50 mil estudantes receberão computadores portáteis, por meio do Programa Um Computador por Aluno, em 4.890 escolas de pequeno porte – de 5 a 20 matrículas. Serão distribuídos computadores interativos para 30.255 escolas e 5 mil laboratórios de informática, em 3.913 escolas, atendendo 982.827 estudantes.

Com o objetivo de atender escolas rurais e quilombolas, o Pronacampo baseia suas ações em quatro eixos: gestão e práticas pedagógicas, formação de professores, educação de jovens e adultos e educação profissional e tecnológica.

De acordo com a portaria nº 68, publicada no Diário Oficial da União em 9 de novembro, a ampliação da participação das escolas do campo no Proinfo contempla o eixo quatro do Pronacampo, que objetiva “contribuir para a inclusão digital por meio da ampliação do acesso a computadores, a conexão à rede mundial de computadores e a outras tecnologias digitais, beneficiando a comunidade escolar e a população próxima às escolas do campo”.

A portaria determina que o MEC viabilize e garanta a entrega e instalação dos equipamentos nas escolas. Os gestores municipais têm até o dia 30 de novembro para manifestar, por meio do Sistema de Gestão Tecnológica (Sigetec) do Ministério da Educação, o interesse em receber os equipamentos e informar a infraestrutura já instalada no local. Os equipamentos serão entregues em 2013.

Assessoria de Comunicação Social

fonte: www.mec.gov.br

Ministro entrega tablets para iniciar formação de professor do ensino médio

Os 53 coordenadores estaduais do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo Integrado) e representantes de 18 universidades federais participantes do programa receberam tablets nesta terça-feira, 20, em Brasília. A entrega foi feita pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. O MEC adquiriu 5 mil unidades do equipamento, a serem usadas em cursos de formação dos coordenadores. Após o curso, eles treinarão multiplicadores, que serão os responsáveis por capacitar professores do ensino médio.

O ministro destacou a importância da inserção dos professores e das escolas no ambiente tecnológico. “Estamos avançando em uma sociedade do conhecimento, os acervos digitais estão disponíveis na internet”, disse. “Então, é preciso inserir os professores e a escola neste contexto. Temos este desafio.”

Segundo Mercadante, os equipamentos auxiliarão os professores na sala de aula. Ele explicou que o professor do ensino médio poderá preparar a aula no tablet e transmitir o conteúdo em um projetor interativo ou ainda fazer pesquisas. Todas as escolas indicadas pelos estados receberão um projetor para cada quatro salas de aula e dois tablets de 9,7 polegadas.

Este ano, o MEC transferiu recursos a 24 estados e ao Distrito Federal para a compra dos equipamentos no valor de R$ 117 milhões, o equivalente a 382.317 tablets, destinados a escolas públicas. Foram licitados dois modelos — um com sete e outro com 9,7 polegadas. A tela do equipamento tem resolução de 1.024x600 pixels, armazenamento interno de 16 gigabytes e processador de um giga-hertz. A entrega dos aparelhos nas escolas ocorrerá no próximo ano.

Conexão — O aparelho conecta-se a redes sem fio (tecnologia WiFi), entre outras especificações técnicas. Além disso, para ampliar as funcionalidades pedagógicas, o tablet pode ser conectado a televisores, monitores e projetores, de forma a possibilitar apresentações em sala de aula ou em outros ambientes.

A compra dos equipamentos ocorreu por meio de pregão eletrônico, que contou com a participação de 20 empresas. As vencedoras foram a Positivo e a Digibrás, ambas nacionais, que fazem a montagem dos equipamentos no Brasil.

Estados e municípios podem aderir diretamente ao registro de preços, cuja ata terá vigência até junho de 2013. Além disso, as empresas farão a entrega e oferecerão garantia de 24 meses.

O modelo de sete polegadas, para distribuição nas regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste, tem um custo de R$ 278,90 e R$ 276,99 para Nordeste e Sul. Já o modelo de 9,7 polegadas pode ser adquirido pelos estados por R$ 461,99 para o Centro-Oeste, Norte e Sudeste e por R$ 462,49 para Nordeste e Sul.

O modelo de licitação dos tablets é o mesmo de outros processos licitatórios do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), como compras de uniformes, ônibus escolares, mobiliário para escolas da rede pública, entre outros. A aquisição em escala reduz os preços dos produtos licitados. Outras vantagens são maior transparência nas licitações, rapidez na contratação, padronização e controle de qualidade.


Assessoria de Comunicação Social

fonte: www.mec.gov.br

Governo institui diretrizes curriculares para quilombolas

Em cerimônia realizada no Palácio do Planalto nesta quarta-feira, 21, foi assinado o documento de diretrizes curriculares nacionais para a educação escolar quilombola, que institui orientações para que os sistemas de ensino formulem projetos político-pedagógicos adequados à especificidade das vivências, realidades e história das comunidades quilombolas do país. Aprovadas anteriormente pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), as diretrizes foram publicadas na edição desta quarta-feira, 21, no Diário Oficial da União.

A presidenta Dilma Rousseff também anunciou ações de inclusão produtiva, regularização fundiária e direitos e cidadania dessa população. De acordo com o cadastro único dos programas sociais do governo federal, 23,5% dos quilombolas inscritos no sistema não sabem ler.

A aprovação das diretrizes é resultado de trabalho que teve início em 2011, na Câmara de Educação Básica (CEB) do CNE. A motivação, porém, é anterior. Em 2010, debates durante a Conferência Nacional de Educação (Conae) resultaram na inclusão da educação escolar quilombola como modalidade da educação básica. Isso significa que a regulamentação da educação escolar quilombola nos sistemas de ensino deve ser consolidada nacionalmente e seguir orientações curriculares gerais da educação básica.

As diretrizes também devem incluir as orientações do Parecer CNE/CP 3/2004, contido na Resolução CNE/CP 1/2004, sobre a obrigatoriedade do ensino de história e da cultura afro-brasileira nos currículos das escolas públicas e privadas da educação básica, como estabelece a Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003.

Para subsidiar as diretrizes curriculares nacionais para a educação escolar quilombola houve ampla participação das comunidades remanescentes, de educadores, pesquisadores e representantes dos movimentos sociais, além do governo federal. Foram realizadas audiências no Maranhão e na Bahia, em razão do alto número de comunidades remanescentes de quilombos nesses estados, e no Distrito Federal. A aprovação das diretrizes atende à legislação brasileira e a convenções internacionais das quais o Brasil é signatário.

Etnia — De acordo com o artigo 2º do Decreto nº 4.887, de 20 de novembro de 2003, os quilombos são “grupos étnico-raciais segundo critérios de autoatribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida”. As comunidades quilombolas no Brasil são múltiplas e variadas e se encontram distribuídas em todo o território nacional, tanto no campo quanto nas cidades.

No Brasil, existem hoje, segundo os dados da Fundação Cultural Palmares do Ministério da Cultura, 3.754 comunidades identificadas, com maior concentração no Maranhão, na Bahia e em Minas Gerais.

As diretrizes curriculares nacionais para a educação escolar quilombola constam da Resolução nº 8 do CNE, Câmara de Educação Básica, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 21, seção 1, página 26.

fonte: www.mec.gov.br

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Vídeo - alunos da EEEM José Gomes de Vasconcelos Jardim

Apresentação dos alunos da EEEM José Gomes de Vasconcelos Jardim precedendo o início da Formação Jornada de Gestão Escolar - PDE 2012 no auditório com a presença dos diretores(as) das escolas que compõem a 27ª Coordenadoria Regional de Educação no município de Canoas, RS.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Competências necessárias aos gestores

As Secretarias de Educação precisam oferecer formação aos gestores durante o exercício da função

Pré-requisitos para ser diretor
Pré-requisitos para ser diretor As exigências das redes estaduais de ensino para os candidatos ao cargo (do total de 24 respostas)
A existência de padrões de competência é considerada uma condição básica para orientar e definir a seleção dos diretores escolares. A maioria das Secretarias de Educação que responderam à pesquisa - 19 das 24 estaduais e sete das 11 capitais - afirma ter esses padrões. Porém, ao analisar a lista fornecida por elas, os pesquisadores perceberam se tratar de pré-requisitos, como tempo de serviço, qualificação profissional e experiência docente - que não garantem o domínio das habilidades exigidas para o cargo.

Heloísa Lück, coordenadora do estudo, explica a diferença: "Os requisitos têm a ver com o currículo do educador, coisas que ele tenha feito e experiências vividas. Já as competências estão relacionadas ao que ele vai ser capaz de realizar como responsável pela escola." Ter foco no pedagógico, saber trabalhar em equipe, comunicar-se com eficiência, identificar a necessidade de transformações e estimular a promoção da aprendizagem dos profissionais que trabalham com ele são exemplos de competências que podem nortear a escolha do diretor.

Contudo, devido às diferentes formas de acesso ao cargo existentes no Brasil, nem sempre levando em consideração essas competências, o melhor que as Secretarias de Educação têm a fazer é oferecer aos diretores escolares a oportunidade de adquiri-las durante o exercício da função. "É como tirar a carteira de habilitação para dirigir, mas não saber fazer todas as manobras necessárias para estacionar o carro. O fato de ter a carteira não significa que a pessoa tenha, pelo menos no início, capacidade para conduzir um veículo", compara Gomersinda Adam Morgade, assessora do Núcleo de Solução de Gestão de Pessoas, da Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem), em Salvador.

Por isso, o acompanhamento do trabalho dos gestores é essencial para que as redes de ensino saibam quais são e onde estão as maiores dificuldades da gestão e, assim, utilizar esses dados no delineamento de programas de formação (leia a reportagem). "Ao mesmo tempo, a diversidade de conhecimentos existente num grupo permite que cada um aprenda com as experiências e competências dos outros", afirma Marialice de Carvalho Senna, também da Flem.

No Brasil, algumas Secretarias de Educação já começam a definir critérios - como é o caso do Acre, da Bahia, de São Paulo, do Tocantins e das cidades de Campo Grande e Salvador. Especialistas são a favor de que cada sistema tenha os próprios padrões, que podem, inclusive, constar como exigência, juntamente com os pré-requisitos, nos processos de seleção.

Com base nos dados da pesquisa conduzida pela FVC e em entrevistas com especialistas, selecionamos as cinco competências básicas para uma gestão eficaz, que você lerá a seguir. Saiba também como as Secretarias de Educação podem acompanhar o trabalho dos diretores para melhor planejar a formação continuada e a supervisão do ensino.

Fonte: Nova Escola Online

Formação de diretores não atende às demandas do dia a dia

Embora as secretarias invistam em formação, os programas oferecidos não ajudam os diretores a enfrentar os desafios cotidianos do cargo

Capacitações para diretores
Capacitações para diretores 
 Métodos utilizados pelas 23 secretarias que declararam oferecer programas de formação 

Investimentos existem. Nada menos do que 23 das 24 secretarias estaduais de Educação que responderam à pesquisa da Fundação Victor Civita (FVC) declararam ter oferecido programas de formação para os diretores escolares nos últimos cinco anos. Eles são ministrados das mais diversas formas: com profissionais internos da Secretaria de Educação ou instituições contratadas especificamente para essa finalidade (veja na ampliação do infográfico ao lado). Em média, o Brasil gasta anualmente cerca de 1.810 reais por gestor em cursos, oficinas, seminários, palestras e iniciativas semelhantes para que eles aprimorem seus conhecimentos e trabalhem com mais segurança (veja gráfico abaixo). O problema, no entanto, não é a ausência de oferta, mas o tipo de formação colocada à disposição dos gestores.

O estudo mostra que os conteúdos tratados nos encontros oferecidos ou são muito teóricos e pouco úteis para ajudar a enfrentar as demandas do dia a dia, ou excessivamente técnicos, não contextualizando os problemas de gestão. Falta espaço para a promoção de debates e para a troca de experiências e reflexões sobre a prática da gestão.

Quanto se investe em formação

Média nacional e por região de quanto se gasta por ano em capacitação por diretor
Quanto se investe em formação 
 Embora as secretarias invistam em formação, os programas oferecidos não ajudam os diretores a enfrentar os desafios cotidianos do cargo

Cursos com carga horária reduzida não são suficientes

Campeões de carga horária
Campeões de carga horária Os estados que oferecem mais de 360 horas por ano de formação para seus diretores (tempo equivalente à duração de uma especialização) 
Para dar maior segurança ao diretor, alguns estados oferecem uma capacitação inicial que o ajude a ter uma visão geral do conjunto da escola, do seu papel de líder e dos novos desafios que irá assumir. No Amazonas, onde a seleção é feita por indicação, os candidatos precisam ter uma pós-graduação ou participar do Programa de Capacitação a Distância para Gestores Escolares (Progestão), oferecido pela Secretaria de Educação, em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). O curso dura cerca de 300 horas e é feito predominantemente a distância. Já no Mato Grosso do Sul, onde os diretores são escolhidos por eleição, os interessados fazem uma capacitação prévia de 40 horas e passam por prova de conhecimentos. "Só pode pleitear o cargo quem tiver pelo menos 50% de aproveitamento", explica Vera Lúcia Campos Ferreira, da Superintendência de Políticas para Educação da Secretaria Estadual de Educação do Mato Grosso do Sul.

Contudo, cursos com carga horária tão reduzida não são suficientes para uma boa formação. "O diretor tem de saber gerir tudo, de gente, merenda e dinheiro à parte pedagógica. Ele necessitaria de formação regular no contexto de trabalho de pelo menos um ano", afirma Tereza Perez, diretora executiva da Comunidade Educativa Cedac. "É uma função complexa, que lida com muita gente e envolve ações diversas. Logo, requer uma boa preparação", acrescenta Tereza. Nesse sentido, mais importante do que a capacitação inicial é a formação em serviço, que deve ser oferecida pelas secretarias de Educação de forma frequente e focada nas mais variadas temáticas que envolvem a gestão. Ele pode abranger, entre outros assuntos, orientações sobre como analisar as variáveis que impactam no resultado de um indicador de desempenho, as melhores maneiras de planejar estratégias para corrigir as deficiências apontadas e formas diferenciadas de a escola se aproximar da comunidade. O essencial, contudo, é poder compartilhar experiências para conhecer como outros gestores solucionaram problemas semelhantes. Até mesmo reuniões para discutir orientações técnicas - como a divulgação de normas e procedimentos e o estudo de uma nova legislação, que tendem a ser vistos como pouco relevantes e meramente burocráticas - têm sua importância. "Qualquer encontro das secretarias com os gestores pode se tornar um momento de formação. O importante é que os conteúdos sejam trabalhados com foco na promoção da qualidade da Educação", afirma a pedagoga Roberta Panico, coordenadora da Comunidade Educativa Cedac e consultura pedagógica da revista NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR.

Ter uma estrutura de formação continuada ajuda a estabelecer uma relação de parceria entre os gestores e a secretaria. Consequentemente, os diretores se sentirão amparados e com respaldo para as tomadas de decisões e a rede tende a crescer como um todo.

Boas ideias para formação de diretores
Conheça algumas sugestões para tornar os encontros com os diretores mais produtivos e eficazes.

- Promover a troca de experiências Fica mais fácil resolver qualquer problema da escola quando se sabe como outros diretores enfrentaram e superaram situações semelhantes. "Agrega muito compartilhar informações e experiências com os colegas", afirma Nonato Assis de Miranda, diretor desde 2003 da EE Raul Cortez, em São Paulo.

- Refletir sobre a função A formação deve ajudar o diretor a se perceber enquanto agente de transformação da escola. "O mais importante é incentivá-los a refletir sobre o seu papel", defende Darci Dias de Oliveira, do Departamento de Gestão Escolar da Secretaria de Estado de Educação do Amazonas.

- Focar a melhoria do ensino Qualquer ação do diretor - mesmo as voltadas para a resolução dos problemas mais simples - deve ter como objetivo maior melhorar o aprendizado dos alunos. "Até quando resolve a questão do abastecimento irregular de papel higiênico no banheiro, o gestor deve ter em mente que o espaço bem organizado e em condições de uso reflete o respeito que a escola tem com os alunos, fazendo-os se sentir acolhidos em um ambiente que favorece o aprendizado", observa Tereza Perez, do Cedac.

- Incorporar conteúdos pragmáticos Embora os cursos sirvam para dar embasamento teórico a qualquer ação, é possível torná-los mais proveitosos ao incluir no currículo discussões sobre algumas ferramentas, como estatística para a avaliação de resultados e até técnicas de comunicação pessoal e institucional. Sempre com base em problemas reais e mostrando ao gestor o alcance da ação para os processos de ensino e aprendizagem. "O diretor tem de saber articular as diversas posições dentro da escola", observa Ilona Becskeházy, diretora executiva da Fundação Lemann.

Fonte: Nova Escola Online