quarta-feira, 13 de abril de 2016

Saiba quais os 10 principais erros no trabalho em equipe

Cada vez mais o mercado de trabalho exige dos profissionais facilidade para trabalhar em equipe. Ocorre que em boa parte dos casos o sucesso no desempenho dessas tarefas esbarra na falta de bom-senso e de limites entre o que pode ou não ser feito ou dito. Conversamos com especialistas de carreira que listaram algumas atitudes imperdoáveis no relacionamento diário de uma equipe. Elas poderão ajudá-lo a não sofrer as conseqüências de uma piada fora de hora ou do mau-humor de um membro da turma.

Fazer fofoca de colegas ausentes

"Falar dos outros é sempre delicado. Portanto, se você tem algo a dizer para seu colega diga diretamente a ele. Desta forma, evita que o comentário seja mal interpretado e retransmitido por outros funcionários. Ao fazer uma crítica diretamente ao colega em questão você evita que seu comentário chegue distorcido aos ouvidos dele, o que pode gerar conflitos. Além disso, falar pelas costas e comentar sobre a vida alheia é uma atitude mal vista".

Paulo de Castro Braune - Diretor Geral da Braune Educação Empresarial.
   

Rejeitar o trabalho em equipe

"Hoje, independentemente de seu cargo, é preciso saber trabalhar em equipe, já que bons resultados dificilmente nascem de ações individuais. No ambiente corporativo, uns dependem dos outros. Se o funcionário não estiver disposto a colaborar com os colegas, certamente será um elo quebrado. Com isso, o grupo/equipe não chegará ao resultado desejado. Ser resistente ao trabalho em equipe é um revés grave. Sem essa abertura, dificilmente o colaborador conseguirá obter sucesso".

Ricardo Dreves - Diretor da consultoria em RH Dreves e Associados.
    

Ser antipático (a)

"A empatia é muito útil no ambiente de trabalho. Você deve ser leal, cortês, amigo e humilde. Falar bom dia e cumprimentar os outros são atitudes que demonstram educação e respeito pelos demais. O fato do trabalho exigir concentração do colaborador não significa que ele não possa ser cordial e abrir um espaço na agenda para ajudar os companheiros de equipe".

Marcelo Abrileri - presidente do site de empregos Curriculum.

    Deixar conflitos pendentes

"Conflitos acumulados podem se agravar. Qualquer tipo de problema referente ao trabalho, dúvida sobre decisões, responsabilidades que não foram bem entendidas, alguém que ficou magoado com outro por algum motivo, enfim, qualquer tipo de desconforto deve ser esclarecido para evitar a discórdia no ambiente. O funcionário deve conversar para resolver o assunto, caso contrário, isso poderá gerar antipatia, fofoca com outros colaboradores e um clima péssimo para toda a equipe".

Beatriz Maria Braga Lacombe - professora de gestão de pessoas da FGV (Fundação Getúlio Vargas), em São Paulo
   

Ficar de cara fechada

"Ter um companheiro de equipe com bom humor anima o ambiente de trabalho, enquanto que topar um colega mal-humorado causa desconforto do início ao fim do expediente. Esta postura gera desgastes desnecessários, pois além de deixar toda uma equipe desmotivada ainda atrapalha a produtividade. Pessoas mal-humoradas geralmente não toleram brincadeiras. Com isso, automaticamente são excluídas da equipe, o que não é saudável. Por essa razão, manter o bom humor no trabalho é fundamental para cultivar bons relacionamentos".

Julia Alonso - Sócia diretora da Só Talentos RH, recrutamento e seleção de estagiários e trainees.

Deixar de cultivar relacionamentos

"Os melhores empregos não estão nos jornais e nem nos classificados. A partir do seu relacionamento interpessoal no trabalho é que conseguirá construir uma rede de contatos (networking) que servirá, no futuro, para encaminhá-lo às melhores oportunidades. ? importante mostrar dinamismo, ser cooperativo no trabalho e nunca fechar as portas pelos lugares onde passar".

Sheila Madrid Saad - professora de Recursos Humanos e Comportamento Organizacional da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
    

Não ouvir os colegas

"? importante escutar a todos, mesmo aqueles que têm menos experiência. Isso estimula a participação e a receptividade de novas idéias e soluções. Questionar com um ar de superioridade as opiniões colocadas numa reunião não só intimida quem está expondo a idéia, como passa uma imagem de que você é hostil. ? necessário refletir sobre o que está sendo dito, não apenas ouvir e descartar a idéia de antemão por considerá-la inútil".

Cristiane Leão - analista de desenvolvimento de recursos humanos da Fundação Mudes - São Paulo.
    

Não respeitar a diversidade

"Todas as diferenças devem ser respeitadas entre os membros de uma equipe. Não é aceitável na nossa sociedade alguém que não queira contato com outro indivíduo apenas por ele ser diferente. Ao passo que o funcionário aceita a diversidade, ele amplia as possibilidades de atuação, seja dentro da organização ou com um novo cliente. Além disso, o respeito e o tratamento justo são valores do mundo globalizado que deveriam estar no DNA de todos. Sem eles, o colaborador atrapalha o relacionamento das equipes, invade limites dos colegas e a natureza do outro".

Nelci Maria de Mello - gerente de recrutamento e seleção da empresa Dupont - companhia científica, com atuação no setor químico.
   

Apontar o erro do outro

"A perfeição não é virtude de ninguém. Antes de apontar o erro do outro, deve-se analisar a sua própria conduta e sua responsabilidade para o insucesso de um trabalho ou projeto. ? melhor ajudar a solucionar um problema do que criar outro maior em cima de algo que já deu errado. Lembre-se: errar é humano e o julgamento não cabe no ambiente de trabalho. No futuro, o erro apontado pode ser o seu".

Doutor Helio Roberto Deliberador - professor do Departamento de Psicologia Social da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).
    

Ficar nervoso (a) com a equipe

"Atritos são inevitáveis no ambiente de trabalho, mas a empatia deve ser colocada em prática nos momentos de tensão entre a equipe para evitar que o problema chegue ao gestor e se torne ainda pior. Cada um tem um tipo de aprendizagem e um ritmo de trabalho, o que não quer dizer que a qualidade da atividade seja melhor ou pior que a sua. O respeito e a maturidade profissional devem falar mais alto do que o nervosismo. Equilíbrio emocional e uma conduta educada são importantes tanto para a empresa como para o profissional".

Gláucia Santos - consultora de recursos humanos da Catho on-line.

 fone: http://noticias.universia.com.br

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Como combater o abandono e a evasão escolar


Saiba como você, gestor, pode proceder para combater a evasão e garantir a presença de todos os alunos na sala de aula.


Ilustração: Estudio Rabisco
Ilustrações: Estudio Rabisco

As aulas já começaram há algumas semanas e, a esta altura, os alunos estão adaptados e as atividades escolares, em pleno curso. Mas você já conferiu se todos os matriculados estão realmente frequentando as classes ou se há alguém que falta regularmente ou nem sequer apareceu? O problema do abandono dos estudos e da evasão preocupa os educadores e responsáveis pelas políticas públicas. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a evasão atinge 6,9% no Ensino Fundamental e 10% no Ensino Médio (3,2 milhões de crianças e jovens, segundo dados de 2005). São mais 2,9 milhões (dados de 2007) que abandonam as aulas num ano e retornam no seguinte, engrossando outro índice preocupante: o da distorção idade e série.
Há muitos motivos que levam o aluno a deixar de estudar – a necessidade de entrar no mercado de trabalho, a falta de interesse pela escola, dificuldades de aprendizado que podem acontecer no percurso escolar, doenças crônicas, deficiências no transporte escolar, falta de incentivo dos pais, mudanças de endereço e outros. Para serem minimizados, alguns desses problemas dependem de ações do poder público. Outros, contudo, podem ser solucionados com iniciativas tomadas ao longo do ano pelos gestores escolares e suas equipes (veja as ilustrações desta reportagem), que têm a responsabilidade de assegurar as condições de ensino e aprendizagem – o que, obviamente, se perde quando a criança não vai à aula.
Além disso, como diz Maria Maura Gomes Barbosa, coordenadora pedagógica do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária (Cedac) e consultora de NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR, “o acompanhamento da frequência é necessário para que a escola possa atender com qualidade e equidade, planejar e organizar a formação e a atribuição das classes e organize as salas e para que o gestor tenha elementos para analisar adequadamente o movimento na instituição e o andamento do processo de ensino e aprendizagem dos alunos”.

Ilustração: Estudio Rabisco
Ilustrações: Estudio Rabisco

Também pode ser levado em consideração o impacto que o abandono e a evasão certamente provocam no orçamento de uma rede, já que a distribuição dos investimentos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) é feita de acordo com o número de alunos que efetivamente estão matriculados e frequentam a escola.
O controle das ausências dos alunos gera benefícios muito além dos recursos financeiros às redes de Ensino. Isso porque, quando cada diretor age em sua escola e, depois, compartilha dados de evasão e abandono com os demais diretores, é possível tomar providências em conjunto. De acordo com Maura, “é preciso cuidar para que as medidas não sejam personalizadas e que os gestores contem com a orientação da Secretaria de Educação para atuar em rede”.

Ilustração: Estudio Rabisco
Ilustrações: Estudio Rabisco

Os procedimentos para o acompanhamento da frequência precisam estar contemplados no projeto político pedagógico da escola e na pauta de discussão com o corpo docente nas reuniões de planejamento. A primeira medida eficiente para que esse controle seja feito diariamente é a tradicional chamada, que os professores devem ser incentivados pelos gestores a fazer em todas as aulas. “Chamar os alunos pelo nome também é uma das formas de construir vínculos e dar identidade ao grupo”, afirma Maura. Para que isso aconteça, é preciso ter, desde o primeiro dia, planilhas completas com os nomes de todos os estudantes, preparadas com a ajuda da secretaria da escola – e essas precisam ser analisadas regularmente pela equipe gestora. Dessa forma, tem-se uma boa ferramenta para observar a rotatividade na escola, que está presente desde o começo do ano, e traçar estratégias para lidar com ela.
Também no primeiro semestre, o diretor realiza o Censo Escolar e preenche as tabelas com dados de aprovação, reprovação e movimento escolar solicitadas anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). “Depois que essa tarefa termina”, aponta Maura, “é preciso continuar buscando medidas para acompanhar a presença dos estudantes, trabalhando sempre para conservar ou aumentar o número de crianças e jovens com acesso à Educação”.

Ilustração: Estudio Rabisco
Ilustrações: Estudio Rabisco

Nesse percurso, o diretor pode se deparar com problemas de origem pedagógica. Existem casos de crianças que deixam de ir à escola porque apresentam um desempenho ruim e há também aquelas que, no extremo oposto, evadem ou abandonam os estudos por não se sentirem desafiadas e estimuladas. Tais situações requerem a parceria com o coordenador pedagógico e, por vezes, a implantação de projetos de formação que auxiliem o professor a ensinar para todos.
A equipe gestora também pode se unir para lançar mão de conversas com a comunidade, cartazes, visitas às famílias e meios de comunicação disponíveis na cidade para dar um fim feliz às histórias de abandono e evasão. Todas essas são formas de chegar até as famílias do entorno e mostrar a elas que a escola se preocupa com os seus filhos. Se nenhuma dessas ações funcionar, ainda é possível recorrer ao Conselho Tutelar (que entra em contato com as famílias para garantir que os direitos de crianças e adolescentes sejam cumpridos) ou, em último caso, ao Ministério Público (que toma as medidas judiciais cabíveis).

fonte: Gestão Escolar

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

PRÊMIO: EDUCADORES DO BRASIL - Inscrições Prorrogadas até 28/09/2015


Uma Pátria Educadora se faz com educadores de verdade.

É consenso nacional a prioridade máxima que deve ser atribuída à educação pública básica. Assim, cumpre a nós, gestores educacionais, organizar a agenda e estabelecer estratégias e cronogramas de ações conjuntas para vencermos este desafio. A partir deste horizonte de desafios que UNDIME, CONSED e MEC, articulados, estabeleceram a Iniciativa Educadores do Brasil – uma ação com foco na meta 17 do PNE – valorização dos profissionais do magistério das redes públicas de educação básica – e também na redefinição do papel do diretor a partir da disseminação de boas práticas de gestão entre todas as escolas do Brasil. Essa iniciativa também alinha-se ao conceito de Pátria Educadora, que propõe o avanço na qualificação do ensino a partir de uma organização da cooperação federativa em educação.
Uma das mais importantes diretrizes das políticas públicas educacionais no Brasil é a sua elaboração e execução mediante a colaboração dos entes federados. A organização federativa da educação brasileira e a divisão de responsabilidades entre as diferentes instâncias supõem efetiva articulação e reunião de esforços com o objetivo de alcançar padrões de qualidade que atendam, com equidade, a todas as crianças, jovens e adultos como cidadãos, sujeitos de iguais direitos.

Com base nesses princípios está definida a legislação educacional no País. Seu cumprimento depende de ações de diversos tipos, que se efetivam, entre outras, nas políticas de organização dos sistemas de ensino; de oferta da educação escolar nos diferentes níveis e modalidades; de garantia de acesso e permanência ao longo da trajetória escolar; de financiamento e gestão de recursos financeiros; de alocação de recursos materiais e provimento de adequada infraestrutura e insumos didáticos e pedagógicos; e de valorização dos profissionais da educação.

Não é por acaso que, em vinte metas, o Plano reserva cinco metas voltadas para esses profissionais. São eles obviamente agentes estratégicos na concretização de uma educação de qualidade. É imperativo, portanto, que as políticas educacionais a eles assegurem o devido reconhecimento de sua relevância. Essas são as principais razões que fundamentam a decisão do Ministério da Educação e do Consed de integrar os Prêmios Professores do Brasil e Gestão Escolar. Essa ação se insere no âmbito da Iniciativa Educadores do Brasil, estabelecida pelo MEC, Consed e a Undime, com foco na meta 17 do PNE, de valorização de profissionais do magistério das redes públicas de educação básica e também na redefinição do papel do diretor a partir da disseminação de boas práticas de gestão entre todas as escolas do Brasil. Trata-se de mais uma proposta para promover o avanço na qualificação do ensino a partir de uma organização da cooperação federativa em educação.

Por que se inscrever?

O Prêmio Professores do Brasil, instiuído em 2005 pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), está em sua 9ª edição.
Para participar é preciso produzir um relato de experiência, evidenciando sua qualidade e resultados obtidos – como por exemplo: registro fotográfico ou vídeo de materiais didáticos produzidos ou das atividades realizadas com os alunos; estatisticas que demonstrem efevas melhoras nos indicadores educacionais de acesso, de permanência e de rendimento dos alunos envolvidos; argos e matérias publicadas em jornais, revistas e Internet.
Escrever sobre uma experiência vivida na sala de aula é uma forma de sistematizar e organizar o conhecimento produzido pelos professores. Então, os participantes desenvolvem um exercício de reflexão sobre a própria prática, promovendo o aprimoramento dos processos de ensino e aprendizagem.

Quem pode participar?

Todos os professores de escolas públicas da educação básica podem se inscrever enviando um relato do trabalho desenvolvido com uma turma de alunos.

Categorias de premiação

  1. Creche – Educação Infantil;
  2. Pré-escola – Educação Infantil;
  3. Ciclo de alfabetização: 1º, 2º e 3º anos - Anos iniciais do Ensino Fundamental;
  4. 4º e 5º anos - Anos Iniciais do Ensino Fundamental;
  5. 6º a 9º anos - Anos Finais do Ensino Fundamental;
  6. Ensino Médio

Premiação

Serão premiados 5(cinco) professores em cada uma das 6 (seis) categorias, totalizando 30 experiências selecionadas, cada uma com R$ 7.000,00.
  • Em cada categoria deverá ser premiado 1(um) professor por região geográfica do país.
  • Dentre os cinco professores premiados em cada categoria, um será selecionado para receber premiação extra de R$ 5.000,00 por categoria.
  • Dentre os trinta professores premiados, dois terão o direito de carregar a tocha no evento de Revezamento da Tocha Olímpica em 2016, tendo como critério de seleção a identificação de valores ligados ao espírito olímpico e/ou estímulo à prática de atividade física nas experiências pedagógicas, se houver.
  • As escolas nas quais foram desenvolvidas as 30 experiências selecionadas serão premiadas com placa comemorativa.

Por que se inscrever?

O Prêmio Gestão Escolar, realizado desde 1998 pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED), estimula a melhoria da gestão das escolas públicas.
Ao fazer o cadastro, os diretores têm acesso a um instrumento de autoavaliação dos processos de gestão e a um roteiro para o planejamento de um plano de ação – a ser construído com a comunidade escolar.
Participar é um ganho para a comunidade escolar que pode utilizar as mesmas ferramentas para analisar a evolução dos processos de gestão.
O Prêmio busca reconhecer boas práticas, incentivar o aprimoramento dos processos de gestão e promover ações que possibilitem a troca de experiências entre gestores, multiplicando boas estratégias.

Quem pode participar?

Escolas do ensino regular da educação básica, das redes públicas estaduais/distrital e municipais, representadas pelo diretor, que realizem o processo de autoavaliação.

Premiação

Para as escolas "Destaque Local" e "Destaque Estadual" são concedidos certificados pelo site.
As cinco escolas finalistas e a vencedora, recebem o diploma de "Destaque Regional" e "Referência Brasil" respectivamente.
É concedida também premiação em dinheiro, de forma não cumulava:
  • R$ 6.000,00 para as escolas indicadas como "Destaque Estadual/Distrital";
  • R$ 10.000,00 para as escolas selecionadas como "Destaque Regional";
  • R$ 30.000,00 para a Escola classificada como "Referência Brasil".
O diretor da escola "Referência Brasil" receberá R$ 6.000.00.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Combinado para o uso do celular durante a aula

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Objetivo(s) 
  • Refletir sobre a necessidade das normas e os procedimentos de legitimação que devem propiciar ao sujeito o respeito por si próprio e pelo outro
  • Discutir o uso do celular em sala de aula
  • Vivenciar uma assembleia de classe
  • Criar coletivamente regras sobre o uso do celular em sala de aula
Conteúdo(s) 
  • Ambiente cooperativo
  • Criação de regras
Ano(s) 
Tempo estimado 
4 aulas
Material necessário 
  • Cartolina e caneta para a divulgação  do combinado (ou computador e impressora caso a turma prefira digitar o texto)

Obs: para a realização da assembleia as carteiras precisam ser dispostas em um círculo, para que todos possam se olhar
Este plano de aula está ligado à seguinte reportagem de VEJA:
Desenvolvimento 
1ª etapa 
Introdução
O compromisso com a construção da autonomia pede uma prática educacional engajada com a compreensão do desenvolvimento do aluno e a aquisição do conhecimento. Para alcançar esse objetivo, segundo alguns estudos, é necessário uma educação que garanta a vivência da cooperação.

É preciso lembrar sempre que o papel do educador não é somente ensinar os conteúdos escolares, mas também dar condições para que os alunos aprendam. O desenvolvimento de cada um pode ser rápido ou lento, dependendo do ambiente. Por isso podemos dizer que a inteligência e o desenvolvimento socioafetivo de uma pessoa adulta dependem muito do que lhe foi oferecido durante sua formação, daí a necessidade de interagir com estímulos desafiadores. Considerando esses pontos, este plano de aula propõe uma reflexão coletiva sobre o uso do celular em sala de aula com as turmas do Ensino Médio. O objetivo é trabalhar as características de um ambiente escolar cooperativo e democrático, que seja favorável à autonomia intelectual e moral.
Comece propondo uma conversa sobre o uso do celular na escola, especialmente na sala de aula. A conversa precisa ser aberta para que os alunos se sintam à vontade para expor que pensam. Estimule os estudantes a apresentarem seus pontos de vista. Se a escola tem uma regra específica sobre isso, ou se há uma lei que proíbe o uso do aparelho (como no Estado de São Paulo), discuta o que pensam a respeito da regra e o porquê. Finalize pedindo que os adolescentes pesquisem como o Brasil e outros países lidam com o uso do celular na escola e peça que tragam os resultados das pesquisas para a próxima etapa.
2ª etapa 
A partir do material que os adolescentes trouxeram, organize grupos de quatro a cinco pessoas. Os alunos deverão compartilhar seus achados e organizar um texto. Cada grupo pode escolher a forma como achar mais conveniente socializar essa produção, inclusive via celular se eles assim preferirem. Após a escrita, peça que os alunos dividam suas impressões. Faça a mediação desse momento, mas sem emitir sua opinião ou fazer julgamentos. Esse é um momento de análise dos alunos.
3ª etapa 
Discuta com a turma o que é uma assembleia de classe (caso a escola não use esse recurso como uma prática). As assembleias destinam-se a um momento escolar organizado para que os membros da instituição discutam com o objetivo de melhorar a convivência e outros problemas vividos no lugar.

Lembre que o trabalho com as regras na escola é um aspecto pertinente a toda comunidade escolar, pois trata do bem estar de todos. A assembleia permite que os alunos participem em muitas situações da tomada de decisões e se sintam realmente parte desse ambiente. É preciso alguns cuidados ao discutir e criar as normas:
  • as regras não devem referir-se ao bem-estar de uma minoria, mas sim de uma maioria;
  • é preciso evitar regras de respeito unilateral (não combinar: respeitar o professor, os funcionários... e sim, respeitar as pessoas);
  • uma regra não pode ferir uma lei;
  • é importante ter a clareza que, quanto mais liberdade, mais responsabilidade se atribui aos alunos. 

Há quatro mecanismos que devem ser utilizados ao se discutir com o grupo os temas que precisam ser refletidos: pensar nas causas; pensar se as soluções atuam nas causas; analisar cada solução e verificar se os princípios são respeitados.
4ª etapa 
Chegou o momento de todos decidirem, em uma assembleia, sobre o uso de aparelhos celulares na sala de aula.

Eleja com a turma (de forma democrática) os alunos que coordenarão as discussões, sendo que um anota a ordem da palavra e o outro organiza a ata que sistematiza as reuniões. Você, professor, atua como mediador. Por isso, não esqueça de favorecer reflexões pautadas em princípios de justiça e equidade.

Ao final, é possível elaborar um cartaz ou mesmo digitalizar um texto com a ata, informando a comunidade escolar sobre como o tema foi discutido e quais regras foram propostas. As regras criadas precisam ser claras sobre, por exemplo, o momento que os celulares atrapalham o andamento de uma aula, quando odem ser utilizados como um recurso didático da própria aula e como os professores e alunos organizarão o uso do celular, entre outros itens.
Avaliação 
Peça aos estudantes que escrevam uma autoavaliação desta sequência didática. Você pode listar algumas perguntas, como:
  • De que maneira você participou das atividades?
  • Quais contribuições das discussões para sua compreensão do tema proposto?
  • A organização de regras sobre o uso do celular foi feita de forma democrática?
  • Você gostaria de sugerir temas para a próxima assembleia?

Quer saber mais?
A organização das regras e assembleias em sala de aula: obedecer à autoridade ou aos princípios? RAMOS, A.M.; WREGE, M.G.; VICENTIN, V.F. In: É possível superar a violência na escola? TOGNETTA, L.R.P.; VINHA, T.P.(orgs). São Paulo: Editora do Brasil, 2012.

Como a internet mudou a sala de aula?

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Objetivo(s) 
  • Discutir e avaliar os impactos das tecnologias de informação e comunicação na vida cotidiana
  • Apresentar aos alunos algumas das práticas utilizadas nas escolas antes do surgimento da internet
Conteúdo(s) 
  • Internet e novas tecnologias
  • Educação
Ano(s) 
Tempo estimado 
2 aulas
Material necessário 
  • Cópias da reportagem, “A teia se expande”  (Veja especial “Os 45 primeiros anos de Veja”, 25 de setembro de 2013, 2340)
Desenvolvimento 
1ª etapa 
Introdução
Atualmente, é muito difícil imaginar o mundo sem a internet. Ainda que sua popularização seja um fenômeno relativamente recente, ela modificou as relações sociais e de aprendizado de forma significativa e duradoura. Por meio de uma conversa sobre algumas das práticas utilizadas por alunos e professores antes da massificação da internet, este plano de aula pretende discutir os impactos das tecnologias de informação e comunicação na vida cotidiana, especialmente em relação ao ambiente escolar.

Apresente o tema das aulas seguintes à turma: diga que vocês discutirão o impacto da internet sobre a vida das pessoas e, em especial, dos estudantes. Comece perguntando como eles imaginam que era a vida antes que a internet fosse inventada. Como as pessoas se comunicavam? Como faziam as pesquisas escolares? Quais atividades básicas de seu dia-a-dia hoje não poderiam ser feitas sem a rede?

Guie a conversa com o objetivo de verificar a familiaridade dos alunos com o tema e a frequência e intensidade de uso da internet. Pergunte se os alunos possuem perfil em redes sociais, se utilizam e-mail, ferramentas de bate-papo por texto ou com uso de som e vídeo. Procure saber também se eles utilizam a rede para realizar os trabalhos escolares ou estudar para provas.

2ª etapa 
Leia com a turma a reportagem de Veja “A teia se expande” (Veja Especial 45 Anos, setembro de 2013) e, em seguida, peça que os alunos descrevam como eles enxergam a evolução da internet: Em comparação aos serviços disponíveis em 1995, como eles descreveriam o avanço da internet? Quem possuía acesso à rede naquele tempo? Quais equipamentos eram necessários? Das tecnologias mencionadas na reportagem, quais ainda se mantêm? Quais são as novidades e serviços indispensáveis hoje? Como essas tecnologias afetam a vida de estudantes como eles?

Para demarcar mais claramente alguns dos impactos das tecnologias de informação e comunicação no caso das atividades escolares, monte um quadro na lousa. Liste algumas atividades relacionadas ao cotidiano dos jovens e peça ajuda para completa-lo com a maneira como elas são realizadas hoje e como eram no passado, como no exemplo abaixo.

Atividade Como é hoje Como era "antigamente"
Pesquisa de notícias Utilizando ferramentas de busca Recortes de jornais e revistas
Pesquisa para redação de trabalhos Wikipedia, blogs Enciclopédias, revistas especializadas
Material de apoio para apresentação de trabalhos "Power Point", vídeos Cartazes
Organização de trabalhos em grupo Redes sociais, e-mail, SMS Telefone, encontros em casa ou na escola
Redação de trabalhos e textos Processadores de texto (Word) Papel almaço, caneta e corretivo

3ª etapa 
Em formato expositivo, recapitule os temas e informações discutidos anteriormente, esclarecendo possíveis dúvidas e questionamentos que possam surgir. Ressalta a importância dos alunos refletirem sobre as mudanças que a internet provocou na vida das pessoas.

Um pouco de teoria: Pontos positivos e negativos da vida na era da informação
A internet e os equipamentos eletrônicos (computadores, tablets e smartphones) modificaram drasticamente nossa vida cotidiana. Por um lado, essas tecnologias democratizaram o acesso à informação, possibilitando o contato com diversos materiais e fontes de dados diferentes, muitos inacessíveis para a maioria até pouco tempo. Por outro lado, promovem e incentivam a autoexpressão e comunicação interpessoal, diminuindo a distância entre as pessoas e fazendo com que potencialmente todos possam produzir e distribuir conteúdo próprio, na forma de blogs, comentários em redes sociais ou vídeos para sites como o YouTube. Em resumo, a internet proporciona um acesso mais direto, praticamente sem intermediários, a um volume cada vez maior de informações. Nunca antes na história humana se produziu tanto conhecimento e se estabeleceram tantas relações de comunicação entre as pessoas.

Apesar de seu grande potencial de empoderamento das pessoas, a revolução da internet pode ter efeitos negativos que são muitas vezes ignorados. Em primeiro lugar, é preciso considerar ainda as desigualdades em termos do acesso: por exemplo, segundo a reportagem de Veja, atualmente 88 milhões de brasileiros possuem acesso à internet. Trata-se de um número significativo de pessoas, mas se considerarmos a população total do país (aproximadamente 200 milhões de pessoas, segundo estimativas recentes) trata-se de uma inserção ainda incompleta da tecnologia na vida das pessoas. Para essa massa de não-conectados, o telefone, a televisão e outros meios de comunicação mais tradicionais ainda são fundamentais. As oportunidades e facilidades prometidas pela internet ainda não atingem essas pessoas, o que pode causar um grande abismo, em termos de educação e qualificação profissional, entre eles e as pessoas que já estão familiarizadas com esse meio.

Além disso, a abundância e a intensidade de produção de novas informações na rede mundial de computadores vêm causando outro tipo de problema: diante de tanto conteúdo, torna-se muito difícil separar o que é mais relevante e se aprofundar em algum assunto ou discussão. Por conta da velocidade da internet, as novidades aparecem em ciclos cada vez mais rápidos, fazendo com que tenhamos que nos atualizar constantemente e, em muitos casos, nos forçando a priorizar informações curtas e de fácil assimilação. Ou seja, nos deparamos constantemente com um problema duplo de *seleção* dos conteúdos relevantes e de *falta de aprofundamento* nas discussões.
Por fim, esse fenômeno influencia também nossas relações pessoais. Somos cada vez mais dependentes da conectividade constante, intermediada por equipamentos e tecnologias eletrônicas, ao mesmo tempo em que nos tornamos cada vez menos dispostos e aptos para as interações interpessoais, diretas e ao vivo. A pesquisadora norte-americana Sherry Turkle já abordou esse fenômeno em seu livro Alone Together: Why We Expect More From Technology and Less From Each Other (384 págs., Basic Books, www.perseusbooksgroup.com, 16,99 doláres, sem tradução para o português). Para a autora, o excesso de interações e a distância emocional proporcionada por um e-mail ou mensagem de texto, na verdade tem nos tornado gradativamente mais frios e distantes uns dos outros, fazendo com que priorizemos as interações mediadas pelas tecnologias.
Todas essas questões são importantes e não podem ser ignoradas. Ainda que o potencial da internet seja gigantesco, seu uso e adoção possuem potenciais efeitos negativos, que precisam ser discutidos e devidamente abordados. Ou seja, para que o avanço da internet não seja apenas quantitativo, e para que ela cumpra sua promessa de emancipação humana, é preciso ter em vista também suas limitações e as formas para melhorá-la.

Discuta as ideias apresentadas com os alunos. Eles concordam com os pontos expostos? Alguma vez eles se depararam com os problemas e ressalvas apresentados? Essas questões são relevantes para as práticas cotidianas na sala de aula e para as atividades escolares? Na opinião deles, esse tipo de problema existia antes do surgimento da internet?

 

4ª etapa 
Apresente as situações abaixo e peça que os alunos as discutam em pequenos grupos, tendo em vista as informações abordadas durante os debates anteriores. As conclusões a que chegarem devem ser transcritas em um pequeno texto.
  1. Para um trabalho, um professor recomendou que os alunos realizassem uma pesquisa com a ajuda de computadores e internet. No entanto, alguns alunos da turma são de classes sociais mais baixas e não possuem acesso à internet. Como eles podem participar da atividade sem serem prejudicados?
  2. Ao realizarem a pesquisa sugerida pelo professor, com a ajuda de ferramentas de busca (como, por exemplo, o Google), os alunos se depararam com uma enorme quantidade de informações relacionadas ao tema. Infelizmente, eles não conseguem decidir quais as páginas relevantes para sua pesquisa e para os objetivos da atividade. Como eles podem selecionar o material adequado?
  3. Por fim, os alunos decidiram se encontrar por meio de conferência eletrônica (Skype, Google Hangouts, etc.) para preparar a apresentação do trabalho. No entanto, alguns deles parecem não se concentrarem na atividade em questão, realizando diversas outras atividades paralelamente (bate-papo, verificar e-mails, etc)., com a ajuda da internet. Como evitar essa distração?

Peça que os grupos apresentem as soluções pensadas aos colegas. Dê espaço para que cada solução seja discutida por toda a turma. Procure explorar tanto os aspectos positivos quanto os possíveis pontos negativos do uso da internet nas atividades escolares. O objetivo é fazer com que os alunos compreendam a importância das tecnologias, mas que estejam cientes de suas limitações.

Dê, ao final da discussão, um tempo para que os grupos revisem seus textos, se necessário, e recolha-os.
Avaliação 
Avalie o texto produzido pelos grupos e a participação de cada aluno nas aulas. Observe a capacidade de argumentação e o pensamento crítico sobre o uso das tecnologias.

Quer saber mais?
Alone Together: Why We Expect More From Technology and Less From Each Other* (Sherry Turkle, 384 págs., Basic Books, www.perseusbooksgroup.com, 16,99 doláres, sem tradução para o português).
Por que nos plugávamos tanto

Ajude a turma a ler anúncios de emprego em inglês

Publicado por 
Objetivo(s) 
  • Compreender anúncios de emprego publicados em língua inglesa em diferentes mídias
  • Desenvolver habilidade para o uso de vocabulário e estruturas gramaticais normalmente empregados no contexto de busca de ofertas de emprego
  • Desenvolver habilidades orais e escritas para responder a anúncios de emprego
Conteúdo(s) 
  • Características textuais e extratextuais de anúncios de emprego
  • Vocabulário específico
  • Leitura e compreensão de anúncios em inglês publicados no Brasil e no mundo
  • Resposta ao anúncio de emprego
Ano(s) 
Tempo estimado 
Quatro aulas
Material necessário 
  • Cópias de anúncios de empregos em português e inglês
  • Projetor de imagens para mostrar os anúncios
  • Video "Top 10 Job Interview questions", disponível no Youtube.
Conteúdo relacionado

Desenvolvimento 
1ª etapa 
Introdução
Anúncios de emprego publicados em inglês permitem praticar a leitura, escrita, compreensão e prática oral da língua. Este plano trabalha todas essas habilidades com diferentes propostas, relacionadas à busca por trabalho. A sequência didática também contempla o vocabulário ligado a profissões e termos relacionados à vagas de emprego, incluindo as abreviações mais comuns utilizadas nas publicações estrangeiras.

Os textos sugeridos abaixo são materiais autênticos disponíveis na internet. Eles têm caráter ilustrativo: você pode usá-los ou trocá-los, sem a necessidade de grandes alterações na sequência.

As aulas foram pensadas para alunos com conhecimento básico até pré-intermediário. Podem, porém, ser aplicadas para alunos de qualquer nível de habilidade de uso da língua inglesa, bastando, fazer pequenas adaptações nos exercícios ou aumentando o tempo e nível dedicado às discussões orais.
Inicie a aula introduzindo o tema com uma atividade de aquecimento e pré-leitura, que não deve durar mais de 15 minutos. Faça duas perguntas aos alunos:
- Where do we look to find a job?
- What sort of information do you expect to find in a job advertisement?

Projete ou distribua cópias para os alunos de um anúncio de emprego em português publicado em um jornal e um anúncio publicado na internet, com o objetivo de fazer com que o aluno se familiarize inicialmente com esse gênero textual.

Você pode usar o seguinte anúncio de jornal:
Plano de aula de Língua Estrangeira, Inglês. Anúncio de emprego.

Fonte: Jornal "O Estado de São Paulo", Caderno de Empregos. 16 de março de 2014.
Disponível na página de Classificados.

Use o anúncio online abaixo:
Fonte: Catho

Peça para os alunos observarem algumas características dos dois textos: o layout; o tipo de informações sobre as vagas; suas semelhanças e diferenças textuais e extratextuais. Se o conhecimento linguístico dos alunos for suficiente, toda a discussão poderá ser feita em inglês.

Antes da próxima etapa, veja quais palavras presentes nos textos em inglês podem ser difíceis para os alunos entenderem. Retome o significado das palavras essenciais para a compreensão.

Apresente abreviações comuns em anúncios de emprego. Também mostre à turma o vocabulário dos anúncios. Para isso, leve os alunos à sala de informática e apresente os exercícios 6 e 7 da lição "Get that job" disponível no site BBC Learning English. Caso não tenha computadores disponíveis, crie uma folha de atividades com os exercícios.
2ª etapa 
Para trabalhar a pré-leitura de anúncios de emprego, distribua aos alunos cópias de anúncios em inglês, peça que leiam rapidamente e verifiquem quais informações textuais e extratextuais são semelhantes às dos anúncios em português. Anote na lousa os pontos percebidos pelos estudantes. Monitore o tempo: essa atividade não deve levar mais do que cinco minutos.

Use os seguintes anúncios de jornal:


Fonte: Apply Pakistan

Anúncios online:


Fonte: Folha Online
Fonte: The New York Times
3ª etapa 
Peça para os alunos lerem os textos mais atentamente e completarem a tabela abaixo. Reforce que os alunos não devem traduzir os anúncios, mas buscar nele as informações específicas por meio de estratégias de leitura, como a procura pelos elementos extratextuais já trabalhados, inferência, palavras cognatas, etc.

Deixe que seu aluno perceba sozinho as diferenças entre os anúncios: alguns textos têm informações de sobra para preencher algumas células da tabela; em outros anúncios, falta informação.
Information Text 1 Text 2 Text 3 Text 4
Name of employer        
Position/job        
Education        
Experience        
Qualifications        
Part or full time/
Working hours:
       
Salary/Wages        
Form of application        
Contact information        
Deadline for
application
       




4ª etapa 
Peça que os estudantes analisem a tabela preenchida no exercício anterior e reflitam sobre os tipos de informação publicados nos anúncios. Faça perguntas em inglês sobre as diferenças entre os anúnicos publicados nos jornais e postados na internet. Enfoque as diferençasde conteúdos, tamanho do texto, formas de se candidatar aos anúncios etc.
Leve os estudantes a formar duplas ou grupos e pergunte sobre as diferenças culturais na elaboração dos anúncios em jornais e sites estrangeiros e brasileiros. Peça que destaquem as necessidades específicas de cada localidade (por exemplo, anúncios dos Estados Unidos não exigem que candidatos falem inglês). Explique que o objetivo não é avaliar qual anúncio é "melhor" ou "pior", fazendo julgamento de valores entre as culturas.

Depois que os alunos fizerem as reflexões, colha as respostas, corrija conceitos ou respostas incorretas e retome os pontos corretos. Você pode ressaltar os seguintes tópicos:

- Anúncios online costumam divulgar o salário, diferente dos anúncios em jornais - independente da língua;
- Anúncios brasileiros tornam mais visíveis os benefícios que o funcionário receberá, enquanto anúncios em inglês concentram-se nas exigências aos candidatos. Relacione isso ao fato de os benefícios constituírem uma parte importante da remuneração no Brasil, ao passo que alguns benefícios são quase inexistentes em muitos países de língua inglesa ;
- Apenas um anúncio traz o número de telefone, sugerindo que selecionadores dos dois países privilegiam meios eletrônicos (cadastro de currículo e e-mail).

A 4ª etapa deve durar de 50 a 60 minutos. Caso seu tempo seja menor, trabalhe com dois ou três textos, ao invés de quatro.
5ª etapa 
Peça para que o aluno escolha um dos empregos dos anúncios em inglês e complete uma Application ou Ficha de Cadastro e Solicitação de Emprego. Use o modelo disponível no site Sample Words.
6ª etapa 
Para exercitar a compreensão oral, apresente aos alunos uma lista de perguntas comumente utilizadas em entrevistas de emprego. Use o vídeo Top 10 Job Interview Questions - The Most Common Job Interview Questions You NEED to be Prepared For , disponível no Youtube, que tem legendas em inglês.
Se não possuir monitor para exibir o vídeo para a turma, apresente você mesmo as perguntas e instruções de resposta ou peça que os alunos assistam ao vídeo em casa.

Entregue uma lista com as 10 questões ou peça que eles as transcrevam. Em seguida, pratique a pronúncia das perguntas. Ressalte que o vídeo aponta as respostas ideais de maneira pouco específica porque ele foi feito para falantes nativos. Reforce que não é necessário compreender integralmente todas as palavras para conseguir se comunicar em inglês, mas sim ter uma ideia do assunto geral e habituar-se à sonoridade da língua e ao seu uso em contexto reais.
7ª etapa 
Proponha que dois alunos simulem uma pequena entrevista de emprego, desempenhando os papeis de entrevistador e candidato. Os alunos podem criar perguntas com seu conhecimento prévio ou basear-se no vídeo anterior.

Verifique a pronúncia das perguntas antes da entrevista. Acompanhe o desenvolvimento da tarefa, oferecendo ajuda, corrigindo pronúncias, etc.
Avaliação 
Avalie os estudantes durante o processo. Durante todas as atividades, circule pela sala para prestar assistência. Observe se o aluno empenhou-se nas atividades propostas ou se apenas apresentou uma postura passiva. Na terceira etapa, peça para os alunos preencherem o quadro em português e com suas próprias palavras. Analise, assim, se o aluno compreendeu o que estava fazendo, e não apenas copiou as palavras.

sábado, 30 de maio de 2015

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