segunda-feira, 13 de agosto de 2012

10 tecnologias que revolucionarão a educação

Especialistas indicaram jogos online, redes sociais e até ferramentas de colaboração como as tecnologias que vão mudar a forma de aprender

Saiba como ferramentas de colaboração, jogos online e até redes sociais vão ajudar a qualificar mão de obra, formar cientistas e espalhar o conhecimento. Veja abaixo a lista de indicações criada pelos professores e especialistas Luli Radfahrer e Gil Giardelli.

1 Videogames – Os consoles PlayStation 3 e Xbox 360 são compatíveis com sensores e possuem conexão à internet. Eles permitem também fazer videoconferência e acessar o conteúdo de parceiros comerciais. O ponto forte destes dispositivos é o uso dos ambientes didáticos virtuais que permitem rápidas decisões, segundo Radfahrer.

2 Sensores – Além do Kinect, da Microsoft, a Nike comercializa a pulseira FuelBand, que permite acompanhar o histórico de atividades e rastrear os praticantes de atividades físicas. De acordo com o especialista, os profissionais da área de saúde podem usufruir desta tecnologia para estimular alunos e pacientes.

3 GPS – O dispositivo de posição global ajuda no ensino da geografia e disciplinas como dinâmica populacional ao informar as referências de latitude, longitude e altitude. “Eles também mensuram alterações físicas no ambiente e podem ser usados em atividades correlacionadas com ciência”, diz Radfahrer. Hoje, há carros, telefones e relógios com receptores embutidos.

4 Circuitos abertos – O Arduino possui enfoque nos estudantes e permite compreender a eletrônica e o funcionamento de máquinas. Além disso, atrai curiosos que desejam criar os seus próprios circuitos usando uma biblioteca pública de comandos.

5 Tablets – Além dos videogames, os tablets serão cada vez mais usados durante as rotinas escolares. De acordo com Radfahrer, estes dispositivos agregam conteúdos interativos às aulas e substituem livros didáticos e vídeos. As tarefas de campo, seminários e visitas técnicas também podem usufruir desta tecnologia.

6 Cloud services – Os serviços na nuvem facilitam a sincronia de trabalhos em equipe e a organização de repositórios coletivos. Hoje, é possível criar contas em serviços de hospedagem de arquivos e pacotes de escritório, por exemplo, e acompanhar o andamento de projetos de qualquer computador ou tablet com acesso à web.

7 Fim dos espaços concretos e aulas cronometradas – Hoje, os sites Coursera, Academicearth e Einztein permitem lecionar a partir de qualquer região com acesso à internet assuntos sobre ciências da computação, genoma e ciência das máquinas. “Sua universidade está em greve? Continue estudando em rede”, comenta Giardelli. Já Radfahrer comenta que este sistema de ensino ajuda a acompanhar o aluno individualmente, esclarecer e monitorar as dúvidas e criar avaliações. Há também os grupos de estudos Inovadores ESPM, LibraryThing e PaperBackSwap. Geralmente, estes sites contam com bibliotecas virtuais com documentários, vídeos e apostilas.

8 Simulador – Esta tecnologia pode ajudar na compreensão de situações complexas e dinâmicas que poderia levar dias com cálculos humanos. Os simuladores também ajudam a compreender os relacionamentos pessoais, intervenções cirúrgicas e administração de empresas ou cidades.

9 Robôs – Na Coréia do Sul, os alunos de algumas escolas lidam com um robô durante as aulas. Na área de saúde, estas máquinas conseguem simular sintomas e ajudam médicos durante treinamentos. Há também o software chamado Robo Ticot, um projeto europeu que, de acordo com os desenvolvedores, possui grande facilidade em interagir com as pessoas e pode ser usado em áreas educacionais, governamentais e empresariais.

10 Personalização – Tecnologias lançadas recentemente permitem gerar bases de dados complexas, analisar métricas e criar sistemas de recomendação. Estes serviços podem ser usados para auxiliar programas de ensino individualizado com base no histórico e necessidades do aluno.

fonte: exame.com

terça-feira, 24 de julho de 2012

Prêmio Ecofuturo




Regulamento

  • 1. Tema Central: “Rio + 20: e eu com isso?”
  • 2. Organizador: Instituto Ecofuturo - Futuro para o Desenvolvimento Sustentável; Av. Brigadeiro Faria Lima, 1355 - 7º andar (parte), São Paulo - SP - CEP 01452-919; CNPJ/MF: 03.881.866/0001-47; Inscrição Estadual: 116.760.250.119
  • 3. Podem participar, inscrevendo projetos para avaliação pelo Organizador, professores de ensino fundamental, ensino médio e universitários e, ainda, educadores sociais, conforme definido no regulamento completo.
  • 4. O período de inscrições – que serão gratuitas – começa no dia 20.06.2012 e termina no dia 30.09.2012, devendo as inscrições ser feitas por meio do endereço eletrônico www.ecofuturo.org.br/premio.
  • 5. São os seguintes os critérios de julgamento, que será realizado por jurados designados pelo Organizador: adequação ao tema proposto; criatividade e originalidade; coerência com a base de referência bibliográfica; multidisciplinariedade e transversalidade; coerência com a orientação para adequação à realidade local, ou seja, para que o projeto possa ser colocado em prática no cotidiano das respectivas escolas e comunidades; e apresentação em formato narrativo.
  • 6. Número de projetos a serem premiados: os até dez (10) melhores projetos selecionados pela Comissão Julgadora.
  • 7. Premiação:
    • (i) os professores e educadores sociais vencedores terão seus projetos publicados em livro inédito, a ser editado e distribuído pelo Organizador;
    • (ii) os educadores vencedores receberão: (i) o valor líquido de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) em dinheiro – divido igualmente entre o todos os autores do projeto vencedor identificados no formulário eletrônico, quando referido projeto tiver sido elaborado em coautoria –, sendo a tributação incidente sobre o valor do prêmio paga diretamente pelo Organizador; e (ii) para o autor ou, conforme o caso, para cada um dos autores do projeto vencedor: (a) 1 (uma) coleção de livros a ser definida a critério do Organizador; (b) publicação do projeto em livro nas versões impressa e eletrônica; e (c) 1 (um) certificado; e
    • (iii) as instituições, escolas, universidades e organizações sociais a que forem vinculados os professores ou educadores sociais vencedores – conforme informação prestada pelos participantes no ato da inscrição (ficando ressalvado que para cada projeto inscrito poderá ser cadastrada apenas uma instituição vinculada) – terão seus nomes vinculados aos projetos objeto de publicação, conforme previsto acima, e receberão, cada uma, 1 (uma) coleção de livros de literatura a ser definida a critério do Organizador e publicações do Organizador.
  • 8. Entrega dos Prêmios: Será realizada pelo Organizador em até 90 (noventa) dias contados do término do 3º Prêmio Ecofuturo e seleção dos projetos premiados, podendo esta previsão de prazo ser alterada, a qualquer tempo, se prévio aviso, a critério exclusivo do Organizador.
  • 9. O Organizador poderá divulgar e publicar na sua totalidade ou em parte quaisquer dos projetos recebidos, sempre mencionando o nome de seu(s)/sua(s) autor(es/as), nos termos previstos no regulamento completo.
  • 10. O preenchimento da Ficha de Inscrição Eletrônica e envio do projeto implica na aceitação incondicional – cuja ratificação, por escrito, poderá ser exigida pelo Organizador, a qualquer tempo, de qualquer dos participantes –, pelo participante, de todas as disposições do Regulamento, cuja versão completa está disponível para consulta e impressão na página eletrônica do Concurso na Internet (www.ecofuturo.org.br/premio). Os termos desse regulamento e as datas nele previstas poderão ser alterados pelo Organizador, a qualquer tempo, independentemente de prévio aviso.
  • 11. Suas dúvidas podem ser esclarecidas por meio da página eletrônica do Prêmio na Internet (www.ecofuturo.org.br/premio) ou pelo “e-mail” da Central de Relacionamento do Prêmio (premio@ecofuturo.org.br).

domingo, 1 de julho de 2012

Salvem o planeta


O que vocês lerão, a seguir, é o texto (livre) de um stand up do humorista norte-americano George Carlin, que ficou famoso no mundo inteiro pela maneira debochada como ele trata a questão ambientalista para salvar o planeta. O show de Carlin voltou a circular no You Tube, provavelmente por causa da conferência Rio+20. Suas opiniões são corrosivas, às vezes com humor, outras vezes com afirmações que se aproximam da loucura. Mas vamos a elas, sempre entre aspas. "Salvar espécies ameaçadas é só mais uma tentativa arrogante dos humanos de controlar a natureza. Deixem a natureza em paz! Todo mundo vai salvar alguma coisa agora. Salvem as árvores! Salvem as abelhas! Salvem os caracóis! E a maior arrogância de todas: salvem o planeta! Estão brincando comigo? Nós não sabemos como cuidar de nós mesmos! Estou cansado desses ambientalistas fanáticos, desses burgueses brancos liberais que pensam que a única coisa de errado nesse país é que não há ciclovias suficientes. Pessoas que tentam fazer o mundo seguro para seus automóveis Volvos! Comparado às pessoas, o planeta está ótimo!

Está aqui há 4,5 bilhões de anos e a gente está aqui há o quê? 100 mil, talvez 200 mil anos. E só ficamos engajados com a indústria pesada há pouco mais de 200 anos. O planeta já passou piores momentos que nós. O planeta não vai a lugar algum! Nós vamos! Vamos embora e deixaremos apenas um rastro de isopor. Eu acho, para ser justo, que o planeta nos vê como uma leve ameaça. Algo para ser lidado. Eu tenho certeza que o planeta vai se defender como um grande organismo, como uma colmeia ou um formigueiro e organizar uma defesa. O que você faria se fosse o planeta tentando se defender dessa espécie incômoda e encrenqueira? Vamos ver... O que poderia? Um vírus? Eu acho que somos parte de uma sabedoria superior que jamais entenderemos. Uma ordem superior. Chame-a do que quiser. Sabe como eu chamo? O Grande Elétron.

Ele não pune. Ele não recompensa. Ele nem mesmo julga. Ele só é. E também somos só nós. Por pouco tempo".

Plástico

"Se é verdade que o plástico não é degradável, bem, o planeta vai simplesmente incorporar o plástico em um novo paradigma: a Terra + Plástico. A Terra não compartilha com o nosso preconceito sobre o plástico. O plástico saiu da Terra. A Terra provavelmente só vê o plástico como mais um dos seus filhos. Pode ser a única razão pela qual a Terra nos deixou ser gerados a partir dela. Ela queria o plástico pra ela. Não sabia o que fazer. Precisava de nós. Pode ser a resposta daquela eterna pergunta filosófica: ''Por que estamos aqui?''. Plástico... idiotas!"

O planeta vai bem

"Esses ambientalistas estão pouco ligando para o planeta! Sabe no que eles estão interessados? Num lugar limpo para suas vidas. Seu próprio hábitat! Estão preocupados que algum dia no futuro eles possam se sentir incomodados! Interesse próprio, limitado e sem visão não me impressiona. Além disso, não tem nada errado com o planeta. O planeta está bem. As pessoas é que estão ferradas. Mas temos a presunção de que de alguma forma a gente é uma ameaça! Mas de que forma vamos ameaçar essa linda bola verde-azulada que só flutua ao redor do Sol?"

Como pulgas

"O planeta vai nos chacoalhar para fora como pulgas ruins. Um incômodo na superfície. Quer saber como anda o planeta? Pergunte para as pessoas em Pompeia que estão paralisadas nas suas posições por causa das cinzas vulcânicas. Pergunte para as pessoas na Cidade do México ou da Armênia, ou centenas de outros lugares, soterrados sob milhares de toneladas de destroços de terremoto, se eles se sentem uma ameaça para o planeta, nessa semana. E aquelas pessoas em Kilowaia, no Havaí, que constroem suas casas ao lado de um vulcão ativo e aí se perguntam por que elas têm lava na sala."

George Carlin

Carlin sempre foi um outsider. Sua vida foi dedicada à crítica social e a temas polêmicos, como a defesa do meio ambiente, era motivo para virar piada. Esteve preso várias vezes, mas tornou-se uma personalidade nos EUA fazendo programas musicais, shows de humor e até cinema. Ele morreu em 2008, aos 71 anos de idade, vítima de um infarto. Seus shows estão registrados no You Tube e quem quiser se divertir e se irritar é só clicar na Internet o seu nome.

fonte: www.correiodopovo.com.br/Rogério Mendelski

terça-feira, 5 de junho de 2012

Dia do meio ambiente

No dia 05 de junho comemora-se o dia do meio ambiente.

A criação da data foi em 1972, em virtude de um encontro promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), a fim de tratar de assuntos ambientais, que englobam o planeta, mais conhecido como conferência das Nações Unidas.

A conferência reuniu 113 países, além de 250 organizações não governamentais, em que a pauta principal abordava a degradação que o homem tem causado ao meio ambiente e os riscos para sua sobrevivência, de tal modo que a diversidade biológica deveria ser preservada acima de qualquer possibilidade.

Nessa reunião, criaram-se vários documentos relacionados às questões ambientais, bem como um plano para traçar as ações da humanidade e dos governantes diante do problema.

A importância da data está relacionada às discussões que se abrem sobre a poluição do ar, do solo e da água; desmatamento; diminuição da biodiversidade e da água potável ao consumo humano, destruição da camada de ozônio, destruição das espécies vegetais e das florestas, extinção de animais, dentre outros.

A partir de 1974, o Brasil iniciou um trabalho de preservação ambiental, através da Secretaria Especial do Meio Ambiente, para levar à população informações acerca das responsabilidades de cada um diante da natureza.

Mas em face da vida moderna, os prejuízos ainda estão maiores. Uma enorme quantidade de lixos é descartada todos os dias, como sacos, copos e garrafas de plástico, latas de alumínio, vidros em geral, papéis e papelões, causando a destruição da natureza e a morte de várias espécies de animais.

A política de reaproveitamento do lixo ainda é muito fraca, em várias localidades ainda não há coleta seletiva; o que aumenta a poluição, pois vários tipos de lixos tóxicos, como pilhas e baterias são descartados de qualquer forma, levando a absorção dos mesmos pelo solo e a contaminação dos lençóis subterrâneos de água.

É importante que a população seja conscientizada dos males causados pela poluição do meio ambiente, assim como de políticas que revertam tal situação.

E cada um pode cumprir com o seu papel de cidadão, não jogando lixo nas ruas, usando menos produtos descartáveis e evitando sair de carro todos os dias. Se cada um fizer a sua parte, o mundo será transformado e as gerações futuras viverão sem riscos.

domingo, 20 de maio de 2012

Escolas privadas são menos equipadas que públicas

Dados do Censo Escolar quebram mito de que colégios particulares têm melhor infraestrutura e revelam desigualdade regional

As informações recolhidas pelo Ministério da Educação junto às 153 mil escolas de educação básica do País quebram um mito: o de que pagar uma mensalidade é garantia de acesso à melhor infraestrutura escolar.

Os dados do Censo Escolar 2011 mostram que a rede privada, proporcionalmente, está menos equipada com laboratórios de informática e internet, possui tão poucas quadras de esporte quanto a rede municipal e oferece o mesmo tanto de bibliotecas e laboratórios de ciências que a rede estadual.

De cada 10 colégios particulares, seis possuem laboratório de informática. Comparando com as escolas municipais urbanas, o número sobre para sete. Na rede estadual, 89% dos colégios oferecem acesso a computadores e, na federal, 95% deles.

No quesito internet, apesar dos números próximos, há menos colégios privados (84,5%) com acesso à banda larga do que públicos. Na rede federal, o acesso chega a 90,6% das escolas. Entre os colégios estaduais, 89,7% das escolas têm banda larga, e, na rede municipal, 86,1%.

A análise foi feita pelo pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Thiago Alves a partir dos microdados do Censo Escolar 2011, liberados há pouco mais de um mês pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

“Os números dos itens de infraestrutura desmentem o mito de que a escola privada tem sempre melhor infraestrutura que as públicas. É preciso considerar que as escolas privadas com infraestrutura de primeira são exceção e destinadas a uma minoria que pode arcar com mensalidades altas”, pondera.

Alves comenta que o item mais ausente na infraestrutura das escolas é laboratório de ciências. De cada cinco escolas urbanas, apenas uma oferece esse ambiente (22%). Nos colégios urbanos, a presença de laboratórios é comum a 67,7% da rede federal, a 34,7% da rede estadual, a 32,1% das escolas privadas e a apenas 6,9% das municipais.

Diferenças regionais

A falta de infraestrutura adequada nas escolas privadas ocorre, principalmente, nos Estados do Norte e Nordeste. Nas duas regiões, cerca de 69% dos estabelecimentos de ensino oferecem acesso à internet de banda larga, enquanto nas públicas a oferta supera os 73% em todas as redes.

Menos da metade das escolas privadas (43%) possui laboratórios de informática no Nordeste e, no Norte, está em 52%. Entre as públicas, a rede urbana municipal nordestina é que oferece a menor quantidade de computadores (56,6%). Laboratórios de ciências também estão em poucas escolas. Só existem em 17,9% das privadas nessas regiões e em menos de 4% das municipais.

Cidade X campo

Nas comparações dos números, Alves descarta as escolas rurais. Apesar de serem numerosas – 71,5 mil do total de 153 mil – poucas são privadas (354). Além disso, elas atendem menos estudantes e têm uma realidade muito específica para serem agrupadas nas análises gerais, segundo o pesquisador.

“É preciso separar a análise da área rural da urbana. Essas escolas são pequenas, têm poucas salas de aula e, claro, sofrem com a falta de muitos equipamentos disponíveis nas estruturas urbanas. Por isso, é danoso incluí-las nas comparações”, afirma.

Na opinião do coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, a preocupação com a infraestrutura das escolas não pode se esgotar apenas com a oferta dos insumos. “Não adianta apenas ter o insumo, é preciso usá-lo. O importante é discutir o projeto pedagógico da escola”, diz.

fonte: IG

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Homenagem ao dia das Mães...

Estava procurando um poema bonito para postar aqui no blog em homenagem ao dia das mães, mas este vídeo postado no youtube não precisa dizer mais nada.



Mãe, muito obrigado!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Paulo Freire é declarado patrono da Educação Brasileira

Lei nº 12.612, de 13 de abril de 2012 - Publicada no Diário Oficial da União (DOU)
O educador e filósofo pernambucano Paulo Freire (1921-1997) passa a ser reconhecido como patrono da educação brasileira. É o que estabelece a Lei nº 12.612, do dia 13 de abril de 2012. Freire dedicou grande parte de sua vida à alfabetização e à educação da população pobre. Reconhecido internacionalmente, Freire recebeu inúmeros títulos , entre eles, Doutor Honoris Causa, em 6/12/1994, pela UFRRJ.

Oriundo de uma família de classe média, Freire conviveu com a pobreza e a fome na infância, durante a depressão de 1929. A experiência o ajudou a pensar nos pobres e o levou, mais tarde, a elaborar seu revolucionário método de ensino. Em 1943, chegou à Faculdade de Direito da Universidade de Recife, hoje Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Durante o curso, teve contato com conteúdos de filosofia da educação. Ao optar por lecionar língua portuguesa, deixou de lado a profissão de advogado. Em 1946, assumiu a direção do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social de Pernambuco, onde passou a trabalhar com pobres analfabetos.

Em 1961, como diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade de Recife, montou uma equipe para alfabetizar 300 cortadores de cana em 45 dias. As experiências bem-sucedidas com alfabetização foram reconhecidas em 1964 pelo governo de João Goulart, que aprovou a multiplicação das experiências no Plano Nacional de Alfabetização. No entanto, poucos meses após a implantação, o plano foi vetado pelos militares, que assumiram o governo. Freire foi preso e expulso do país. Em 16 anos de exílio, passou por Chile, Suíça, Estados Unidos e Inglaterra e difundiu sua metodologia de ensino em países africanos de colonização portuguesa, como Guiné-Bissau e Cabo Verde.

Em sua obra mais conhecida, A Pedagogia do Oprimido, o educador propõe um novo modelo de ensino, com uma dinâmica menos vertical entre professores e alunos e a sociedade na qual se inserem. O livro foi traduzido em mais de 40 idiomas.

Visão - Para a diretora de currículos e educação integral do Ministério da Educação, Jaqueline Moll, o Brasil presta uma homenagem a Paulo Freire por sua obra pela educação brasileira. "Paulo Freire é a figura de maior destaque na educação brasileira contemporânea, pelo olhar novo que ele constrói sobre o processo educativo", afirma. "Ele tem ajudado muitos países no mundo a repensar a visão vertical que temos nas salas de aula, de um professor que sabe tudo e do estudante que é uma tábula rasa e nada sabe."

"Uma homenagem mais que justa", comemora Leocádia Inês Schoeffen, secretária municipal de Educação de São Leopoldo (RS), cidade a 50 km de Porto Alegre. Todas as 35 escolas públicas do município já aderiram ao Programa Mais Educação, que amplia a jornada diária para o mínimo de sete horas. "O Mais Educação, do ponto de vista da educação popular, não é restrito ao ambiente escolar, mas articula-se com a comunidade. Assim, há afinidade grande desse programa com o que o Paulo Freire defendia, que é fazer a leitura do mundo e a inserção do educando no seu meio, capacitando-o para que seja agente do seu momento histórico", diz.

Paulo Reglus Neves Freire (1921-1997) foi educador e filósofo. Considerado um dos principais pensadores da história da pedagogia mundial, influenciou o movimento chamado pedagogia crítica. Sua prática didática fundamentava-se na crença de que o estudante assimilaria o objeto de análise fazendo ele próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído.

Freire ganhou 41 títulos de doutor honoris causa de universidades como Harvard, Cambridge e Oxford. Foi preso em 1964, exilou-se depois no Chile e percorreu diversos países, sempre levando seu modelo de alfabetização, antes de retornar ao Brasil em 1979, após a publicação da Lei da Anistia


No portal Domínio Público, do MEC, pode-se baixar gratuitamente o livro Paulo Freire, de Celso de Rui Beisiegel, uma coletânea de análises de seus textos mais importantes.

A Lei nº 12.612, de 13 de abril de 2012 foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), na última segunda-feira, (16), Seção 1 página 1.

fonte: MEC