domingo, 27 de março de 2011

Formação: Ideias que jogam contra o ensino - Nova Escola

Ideias que jogam contra o ensino

Criança pobre não aprende. Meninos são melhores em Matemática. A repetência sempre melhora o desempenho... Recorrentes na escola e sem embasamento científico, essas ideias raramente são questionadas na escola como deveriam

Na Antiguidade, os gregos criaram os mitos para explicar o inexplicável, como os fenômenos da natureza. Raios e trovões, por exemplo, eram mandados por Zeus, o deus do céu. Ainda hoje existem mitos, muitos deles não por falta de explicações científicas, mas pelo desconhecimento sobre elas. No mundo da Educação, isso é recorrente e conceitos equivocados e sem comprovação são difundidos e reforçados para justificar algumas práticas.

Um dos principais é o de que criança pobre não aprende, surgido em resposta à universalização do ensino no Brasil - a chegada à escola das camadas mais pobres da população, até então privadas desse direito. Sem acesso à leitura, à informação e a manifestações artísticas no meio familiar, o capital cultural, nas palavras de Pierre Bourdieu (1930-2002), grande parte desses alunos é condenada ao fracasso escolar. De fato, esse repertório facilita a aprendizagem, mas não é determinante para o destino deles.

Em pleno século 21, não é mais possível crer que o pouco acesso a bens culturais, a pobreza e a falta de participação dos pais na vida escolar dos filhos sejam decisivos para a não-aprendizagem - e levem à reprovação. "Se as crianças vivem em condições mais duras, cabe justamente à escola compensar esse problema", diz Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC). A ciência mostra que todos podem aprender. Ao longo do século 20, muitas pesquisas foram feitas para entender melhor o desenvolvimento da inteligência, a forma como a criança aprende e os meios de potencializar o trabalho em classe.

O desconhecimento sobre os resultados desses estudos também alimenta os mitos que povoam nossas escolas. A importância da interação em sala de aula, por exemplo, que coloca o aluno como protagonista no processo de aprendizagem, ainda está distante da realidade.

Os saberes disponíveis hoje podem ajudar você, educador, a enfrentar problemas como a repetência e a indisciplina. "Precisamos desenvolver práticas pedagógicas que permitam ensinar todos. Afinal, aprender é um direito constitucional. Não se trata de fazer mais do mesmo, mas oferecer um ensino diferente. Os alunos agora são outros", diz José Francisco Soares, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

NOVA ESCOLA listou 15 mitos da Educação e ouviu especialistas para ajudar você a entender por que cada um deles não se sustenta e os motivos pelos quais é necessário derrubá-los. Essa reflexão pode contribuir para eliminar falsos obstáculos na sua prática e oferecer um ensino diferente e, com certeza, melhor.

Fonte: Revista Nova Escola

Artigo: 7 pecados da reunião pedagógica - Nova Escola

Gestão Escolar:

Como fugir dos erros mais comuns e acertar no trabalho coletivo


1 Participação facultativa

O que acontece A escola não obriga os professores a comparecer aos encontros de formação, pois:

- A rede não paga pelos horários de estudo coletivo.
- Os docentes trabalham em mais de uma escola.
- A prioridade é dada às tarefas individuais (como corrigir lição de casa), em detrimento das coletivas.

Por que é um erro Se alguns docentes participam da formação e outros não, o ensino na escola não se desenvolve como um todo: os alunos dos professores que vão atrás da formação aprenderão, enquanto os outros, não. Também não há troca de experiências ou aperfeiçoamento de estratégias. "O trabalho pedagógico pede um esforço conjunto para o planejamento de maneiras eficazes a fim de que os alunos avancem. Caso contrário, há um empobrecimento do currículo e dos processos didáticos", diz Inês Assunção de Castro Teixeira, pesquisadora, socióloga e professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Como corrigir Se o problema é o não-pagamento das horas de formação, a categoria tem o direito de pedir a regulamentação junto à Secretaria de Educação. Até que haja mudanças, é preciso buscar alternativas, como montar um calendário que preveja encontros regulares do coordenador com os professores, agrupados por série, ciclo ou disciplina - que também resolvem o problema quando parte da equipe não cumpre jornada integral. Contudo, se os docentes são dispensados, os gestores precisam rever seus conceitos sobre a qualidade do ensino e procurar capacitação.

2 Ausência de regularidade das reuniões

O que acontece Às vezes, o problema da obrigatoriedade é solucionado, mas não existe periodicidade para os encontros porque:

- As reuniões não estão previstas no calendário.
- Os encontros, quando marcados, são cancelados.
- A equipe só se reúne quando há alguma urgência.

Por que é um erro É impossível desenvolver uma sequência formativa bem encadeada quando os encontros ocorrem de vez em quando. "Sem regularidade, o coordenador pedagógico não consegue acompanhar o uso das estratégias para ver se elas estão dando resultados e dar retorno para o grupo a tempo de fazer os ajustes necessários no planejamento", diz Marisa Garcia, professora do Instituto Superior de Educação Vera Cruz (Isevec), em São Paulo.

Como corrigir É imprescindível que o coordenador monte um cronograma prevendo a frequência do trabalho pedagógico coletivo e respeite-o. Encontros semanais ou quinzenais, com duração de mínima de duas horas, são o ideal.

3 Inexistência de plano anual de formação

O que acontece Ainda que os encontros sejam frequentes, o deslize aparece quando os temas não têm progressão ou conexão uns com os outros ou tratam de assuntos sazonais, como Copa do Mundo ou gripe H1N1. Isso acontece porque:

- Falta formação para o coordenador ser formador.
- Os profissionais não têm tempo de planejamento e instala-se a cultura do improviso na escola.

Por que é um erro O planejamento e o encadeamento dos encontros garantem o desenvolvimento progressivo dos conteúdos. Um tema só é bem trabalhado quando os professores estudam juntos, pesquisam, usam os novos conhecimentos em sala de aula, voltam com dúvidas para debater com o coordenador e os colegas e utilizam com os alunos, em várias oportunidades, as estratégias estudadas.

Como corrigir O planejamento deve ser feito com base em dois pontos: o diagnóstico da aprendizagem dos alunos e o histórico da formação de professores realizada na escola. O primeiro aponta os conteúdos a serem estudados (aqueles em que os alunos apresentam dificuldade). Já o segundo mostra como o grupo pode avançar e que, de acordo com a rotatividade de professores, certos temas podem ser retomados ou tratados em orientações individuais. Nesse sentido, é fundamental que os encontros sejam registrados (confira como fazer uma avaliação diagnóstica em Matemática e em Língua Portuguesa)

4 Indefinição de pautas

O que acontece O coordenador pedagógico pode até fazer um plano de formação, mas peca na condução dos encontros e se deixa atropelar por temas que não se relacionam com a prática de sala de aula. Isso geralmente ocorre quando ele:

- Esquece as necessidades de aprendizagem dos alunos ao organizar cada reunião.
- Detecta as necessidades, mas não estuda os conteúdos nem as didáticas específicas.
- Deixa que os docentes falem aleatoriamente sobre suas experiências sem relacioná-las às teorias.
- Tenta dar conta de muitos assuntos e não se aprofunda em nenhum deles.
- Fala sozinho durante todo o encontro, sem promover a interação entre os professores.
- Utiliza o tempo disponível para divulgar informes oficiais e administrativos.

Por que é um erro Se a reunião não estiver organizada de forma a prever todos os momentos necessários à boa formação - como um tempo para leituras, apresentação e análise de casos à luz das teorias, debate entre os participantes e solução de dúvidas -, não será eficaz.

Como corrigir O tempo da formação deve ser reservado apenas para os assuntos pedagógicos - temas administrativos podem ser tratados em reuniões específicas para esse fim ou por meio de bilhetes e e-mails. Cabe ao coordenador não deixar que a conversa durante a reunião perca o foco. É função do diretor assegurar que o coordenador tenha tempo para planejar adequadamente o HTPC.

5 Inadequação do espaço

O que acontece Não basta ter pautas bem planejadas e relacionadas com a prática pedagógica se os encontros de formação são realizados em locais tumultuados, como a secretaria da escola, ou em salas inadequadas. Os problemas com o espaço em geral surgem quando:

- A escola é pequena e não há sala para reuniões.
- Não há planejamento para o uso dos ambientes escolares e, na hora da reunião, arranja-se um local qualquer, com mobiliário improvisado (mais uma vez, a cultura do improviso ditando as regras).

Por que é um erro O espaço influencia o andamento e a progressão dos trabalhos. Sem um conforto mínimo, os professores certamente terão dificuldade em se concentrar e fazer registros.

Como corrigir É certo que aparelhos como computador e data show auxiliam na explanação e exemplificação dos assuntos abordados. Mas uma sala tranquila, com mesas e cadeiras apropriadas, e um quadro negro, ou flip-chart, também resolvem. Pode ser a sala dos professores ou mesmo a biblioteca. O importante é criar um espaço que convide os professores a ler, estudar, escrever, pensar e discutir com os colegas. Uma bandeja com café e água também ajuda a acolher os participantes.

6 Uso de atividades de motivação

O que acontece Às vezes, a gestão do tempo e do espaço é bem feita, mas os encontros são recheados com leituras para emocionar ou transmitir lições de moral; encenação de peças teatrais; apresentação de canções e propostas de pinturas e desenhos que nada têm a ver com a prática pedagógica; desabafos sobre fatos do dia a dia; palestras com profissionais que promovem a autoajuda; atividades em que os professores são desafiados a dar respostas certas e recebem prêmios; e uso de textos motivacionais. Isso ocorre porque:

- Os gestores não compreendem que tais atividades não melhoram de fato a prática pedagógica.
- Há confusão entre o que são questões pedagógicas e profissionais e o que são questões pessoais.

Por que é um erro Atividades motivacionais podem divertir e aliviar a tensão, mas não se refletem na compreensão dos docentes sobre o que ensinar nem promovem benefícios concretos para os estudantes. "Não há reflexão produtiva sem considerar os conhecimentos prévios, didáticos e pedagógicos da equipe", diz Beatriz Gouveia.

Como corrigir Os gestores devem refletir sobre como as atividades desenvolvidas no horário de trabalho pedagógico coletivo incidem no processo de ensino e aprendizagem: o professor aprendeu novos conteúdos? Tirou dúvidas sobre como ensinar? Trocou experiências sobre a prática? A ampliação do repertório cultural também deve ser considerada, não com a troca de mensagens motivacionais, mas com boas indicações de leituras e filmes e valorização da cultura local.

7 Dispensa de alunos

O que acontece Ainda que os deslizes anteriores tenham sido evitados, na hora das reuniões os alunos não têm aulas - ou voltam para casa ou ficam soltos pela escola. Em geral, isso acontece porque:
- Os professores precisam participar da formação continuada no horário de aula, pois não recebem pelas horas de estudo.
- Não há professores auxiliares ou outros profissionais que desenvolvam alguma atividade ou projeto enquanto os docentes estudam.

Por que é um erro O aluno tem direito a ter os 200 dias letivos de aulas por ano e qualquer subtração nesse total significa a perda de momentos importantes para a aprendizagem e o prejuízo no andamento do currículo. Quando os alunos permanecem na escola sem nenhuma proposta e supervisão, professores e gestores não encontram condições adequadas para estudar, já que muitas vezes são interrompidos pela bagunça ou para solucionar problemas entre as crianças e os adolescentes.

Como corrigir Assim como a falta de obrigatoriedade, a dispensa de alunos pode estar relacionada à não-regulamentação da formação em serviço. Nesse caso, o ideal também é buscar a oficialização do horário. Como medida provisória, é possível pedir que professores auxiliares ou funcionários da escola fiquem com os estudantes durante a reunião. "Projetos de jogos ou leitura são educativos e, por isso, sempre bem-vindos. E toda a equipe pode receber capacitação para desenvolvê-los", sugere Beatriz Gouveia, do Instituto Avisa Lá.

Fonte: Revista Nova Escola - http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/coordenador-pedagogico/7-pecados-reuniao-pedagogica-coordenacao-619473.shtml?page=0

terça-feira, 22 de março de 2011

World Water Day


World Water Day

The international observance of World Water Day is an initiative that grew out of the 1992 United Nations Conference on Environment and Development (UNCED) in Rio de Janeiro. This site started in 2001 as a community space and repository where people can upload their WWD event activities and reports. The theme changes every year for which annual campiagn materials can be found at the UN-Water site by clicking the WWD 2011 logo below.

International World Water Day is held annually on 22 March as a means of focusing attention on the importance of freshwater and advocating for the sustainable management of freshwater resources.

An international day to celebrate freshwater was recommended at the 1992 United Nations Conference on Environment and Development (UNCED). The United Nations General Assembly responded by designating 22 March 1993 as the first World Water Day.

quarta-feira, 16 de março de 2011

LearnEnglish Kids: Inglês para crianças

Aprender uma segunda língua não é uma tarefa fácil porém há na internet diversos sites que ajudam o aprendizado. O site LearnEnglish Kids é um exemplo deles, seu foco é o público infantil.

O site apresenta diversos recursos para auxiliarem as crianças aprender a escrita e pronuncia do inglês. Dentre os recursos estão disponíveis músicas, arquivos, jogos, entre outros.


Um fator que dificulta a sua utilização é o fato de que o site ainda não possui tradução para o português. Sugere-se que o professor oriente inicialmente o aluno de como utilizar o site.

Acesse: LearnEnglish Kids

Saint Patrick's Day

ST PATRICK'S DAY

O dia de St Patrick é a 17 de Março. É feriado na Irlanda porque St Patrick é o seu santo patrono.

St Patrick foi um missionário encarregado de converter os Irlandeses ao Cristianismo no século 4º depois de Cristo. É considerado o fundador da Igreja Católica na Irlanda.


Neste dia há desfiles pelas ruas das grandes cidades irlandesas. Em Dublin, a capital, há um desfile de Carnaval e há festas pela noite dentro. As pessoas vestem-se de verde e pintam trevos na cara, porque o trevo é o símbolo da Irlanda; St Patrick usava-o como uma metáfora para explicar o conceito da Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo).


A cor verde é associada ao dia de St Patrick, porque é a cor da Primavera, da Irlanda (considerada a ilha verde) e do trevo.

As crianças em idade escolar seguem ainda hoje uma pequena tradição, beliscam os colegas que não usam verde neste dia.

Em Portugal, o dia 8 de Dezembro é um feriado nacional em honra da virgem, padroeira espiritual do país.

St. Patrick's Day is celebrated on March 17, his religious feast day and the anniversary of his death in the fifth century. The Irish have observed this day as a religious holiday for over a thousand years. On St. Patrick's Day, which falls during the Christian season of Lent, Irish families would traditionally attend church in the morning and celebrate in the afternoon. Lenten prohibitions against the consumption of meat were waived and people would dance, drink and feast—on the traditional meal of Irish bacon and cabbage.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Por que e como incluir o uso do computador de maneira adequada na rotina da criançada

Saiu uma reprotagem na revista Nova Escola bem interessante a respeito dos alunos da pré-escola conhecerem este ambiente, segue a reportagem na íntegra abaixo.

É cada vez mais presente no discurso dos educadores a ideia de que computador na escola só se for para ser usado como ferramenta pedagógica a fim de proporcionar aprendizagens às crianças. Porém, quando esse é o assunto no currículo da pré-escola, ainda existem muitas dúvidas - inclusive na cabeça dos pais. Será que a máquina é realmente útil ou, no fim das contas, acaba virando mais um brinquedo na mão dos pequenos? NOVA ESCOLA consultou especialistas, que responderam a 13 perguntas sobre o tema para ajudar você a lidar com o assunto de forma prática e inteligente.

1 Por que os pequenos devem usar o computador? Primeiro porque é papel da escola apresentar os elementos do mundo em que vivemos e ensinar como interagir com eles. Segundo porque, ao planejar trabalhos com o computador na pré-escola, o educador permite que a turma desde cedo acesse diversas manifestações da linguagem. "O importante é não esquecer de que a tecnologia tem de ser usada para expandir conhecimentos. Não vale usá-la de maneira gratuita", diz Maria Virgínia Gastaldi, formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.

2 Qual deve ser o foco do trabalho com as crianças?

Por ser uma ferramenta para ajudar na ampliação dos saberes (e não o objeto da aprendizagem), a máquina deve ser incluída na rotina para a realização de pesquisas na internet, o desenvolvimento de projetos ou para o uso de jogos que tenham como tema algum conteúdo que esteja sendo explorado no momento, dentre outras possibilidades (leia a sequência didática). Não faz sentido reservar um tempo para aulas de informática a fim de ensinar como usar o mouse ou identificar os símbolos. Enquanto praticam a escrita do nome próprio, por exemplo, todos aprendem a operar o aparelho.

3 É preciso garantir uma máquina para cada criança?

Não. O ideal é ter uma em cada sala. No caso de existir uma sala de informática ou então somente um aparelho na escola, os educadores têm de organizar um cronograma para garantir que todas as crianças tenham acesso. Assim, a atividade não será encarada como algo que ocorre raramente e, por isso, desperta ansiedade ou então se torna o centro das atenções da garotada. Porém, mais do que isso, a escola tem de se preocupar em integrar a tecnologia à aprendizagem, ou seja, fazer do computador um componente rotineiro para o grupo.

4 E o aluno que nunca teve acesso à informática?

Mesmo para essas crianças, não é necessário fazer uma apresentação formal. O educador é sempre a referência para a turma. Então, basta que, ao começar uma atividade qualquer, ele explique os objetivos e descreva o que está fazendo. A tecnologia faz parte da cultura e a escola é responsável por fazer com que a criançada tenha acesso a ela. "Quem tem o recurso em casa leva para a escola novos elementos e compartilha com os colegas. Quem não tem adquire a chance de desenvolver as mesmas habilidades, passando a fazer parte do mundo digital", explica Camilla Duarte Schiavo Ritzmann, coordenadora pedagógica da Escola Santi, na capital paulista.

5 Os pequenos podem brincar com o computador?

Sim, desde que as brincadeiras não sejam passatempos, atividades que não se refletem em aprendizagens. O educador tem de eleger jogos e programas interativos que agreguem o trabalho com os conteúdos didáticos explorados na pré-escola.

6 Quais as características de um bom jogo online?

Tal como um jogo de tabuleiro, ele precisa desafiar os pequenos a colocar em cena seus conhecimentos, assim como apresentar novas informações para desafiá-los. Modelos que apresentam questões a serem respondidas e depois simplesmente revelam certo ou errado, sem justificativas, por exemplo, não são interessantes.

7 O educador precisa dominar informática?

Não, mas é imprescindível estudar antes o que vai ser apresentado para a criançada, tanto para saber se o material tem qualidade didática como para planejar os encaminhamentos. No caso do uso da internet para fazer pesquisas, é preciso cuidar para que a turma não acesse sites inadequados para a faixa etária ou pouco confiáveis, que podem fornecer informações de qualidade duvidosa.

8 Qual o tempo ideal de uso da máquina por dia?

Não existe uma medida-padrão. O importante é balancear essa atividade em relação a outras típicas da Educação Infantil, como a roda de leitura. Na sala da pré-escola da CMEI Nossa Senhora de Fátima, em Curitiba, o computador fica em um dos cantos, tal como o da cozinha, da leitura e dos jogos. "A intenção é justamente diversificar a oferta de possibilidades", explica a professora Joseana de Almeida Fonseca Fontoura.

9 Ter acesso à internet é fundamental?

Embora não seja obrigatório, é difícil conceber um computador que não esteja conectado à rede mundial hoje em dia. Ela é uma ótima fonte de pesquisa e o acesso está cada vez mais fácil para a população. No mais, a interação virtual é um aspecto que deve ser apresentado às crianças e estimulado. É muito enriquecedor mostrar a possibilidae de buscar informação em lugares que muitas vezes estão longe de onde a criançada vive.

10 É válido usar programas para desenhar?

Sim, para que a turma conheça outra forma de criar desenhos. "Porém um equívoco muito comum é imprimir os trabalhos", diz Silvana Augusto, formadora do Avisa Lá. É um gasto denecessário de material e, transferindo a produção para o papel, o educador limita as possibilidades de uso da máquina. Por exemplo, propor que as crianças alterem o material para usá-lo em outros projetos.

11 A tecnologia desestimula a leitura de livros?

Não deveria, já que se tratam de suportes diferentes, tal como a televisão e o rádio, e um não substitui o outro. É importante compreender que é preciso lidar com todas elas. Enquanto no computador a leitura pode ser complementada com recursos audiovisuais usados de forma interativa, com o livro, fica mais ao cargo do leitor interpretar o texto.

12 A aprendizagem da escrita à mão fica prejudicada?

Não, porém é tarefa do educador garantir que o trabalho com lápis e papel e com letras móveis ocorram também. Naturalmente, muitos adultos hoje não escrevem à mão com a mesma frequência de antes e essa deve ser uma tendência entre os pequenos. Mas como há situações em que a escrita de próprio punho não pode ser substituída (por exemplo, quando as crianças estão em um estudo de campo e precisam fazer anotações), é fundamental garantir essa aprendizagem. “A criançada precisa aprender todas as possibilidades da escrita para que possa escolher qual é a mais adequada para usar em cada situação”, fala Silvana.

13 A troca mensagens eletrônicas deve ser estimulada?

Sim, porque é uma forma de comunicação real, tal como a carta. Porém, tem de ser uma atividade contextualizada (por exemplo, escrever um e-mail para indicar para os colegas de outra escola o livro que a turma leu recentemente, com a elaboração de uma resenha). O correio eletrônico também pode ser usado para contatar profissionais, como médicos e biólogos, que possam esclarecer dúvidas e ampliar conhecimentos da criançada.

Reportagem sugerida por 9 leitores: Aguinaldo Alves Moreira, Mogi-Guaçu, SP, Isabel Luzia, Uberlândia, MG, Juliano Prata da Silva, Rio de Janeiro, RJ, Lilian Aparecida Procópio, Paragominas, PA, Lilian Simas Machado, Tijucas, SC, Mary Elisa Rosa Romera, Dourados, MS, Nayara Missasse Borba, Ponte Segura, MG, Noemi de Oliveira da Silva, São Paulo, SP, e Simone Peroche, Rio de Janeiro, RJ

Fonte: Revista Nova Escola Online


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ferramentas OnLine - Creativily Desktop

Para você criar diagramas sem a necessidade de instalar um software em seu pc.

Entre no site http://creately.com/desktop

Pode testar a vontade, porém licenciamento não é gratuito...

Vejam as imagens abaixo: